Palmeiras de Abel atropela Corinthians, mas isso não é tudo
Quando se fala sobre o duelo entre Palmeiras e Corinthians, é fácil ficar preso apenas nos números. Mas, se um novato no futebol brasileiro olhar para as estatísticas, vai achar que tá tudo tranquilo e favorável pro Verdão. Afinal, desde que a comissão portuguesa chegou, os números são a favor do Palmeiras: em 18 confrontos, o time mandou bem, com apenas três derrotas, e ainda garantiu oito vitórias e sete empates.
Retrospecto que impressiona, mas...
Para colocar tudo em perspectiva, a coisa também não é tão fácil assim em relação ao São Paulo: dez vitórias, dez empates e sete derrotas. E contra o Santos? Aí sim, o Palmeiras arrasou com 11 vitórias, apenas dois empates e duas derrotas.
Mas calma lá! Mesmo com esse retrospecto favorável, os últimos capítulos da rivalidade contra o Corinthians deixaram um gosto amargo na boca da torcida palmeirense. Não dá pra basear a expectativa apenas nos números para um duelo que, neste caso, é válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Dessas três derrotas pro Timão, duas ocorreram em menos de um ano. O que poderia ser normal em um clássico se torna um peso extra quando consideramos que o rival passa por crises internas, com dívidas altíssimas, presidentes nas manchetes policiais e jogadores reclamando de salários atrasados.
A diferença entre os clubes é gritante!
É inegável que a diferença entre os clubes, em termos de estrutura e instituição, é enorme. Isso causa uma pressão na torcida palmeirense, que sente que é obrigação vencer o Corinthians. E a impressão que fica é que, mesmo com essa disparidade, o Timão compensa com dedicação e garra. Como os corintianos costumam dizer: é na base da vontade, com "sangue no olho e tapa na orelha".
E pra complicar, uma dessas derrotas foi bem no Allianz Parque, na final do Campeonato Paulista. Não que o Estadual tenha um peso tão grande como antes, mas encarar o arquirrival em uma final sempre tem seu charme, ainda mais quando se trata de conquistar algo inédito, como o tetra consecutivo.
O que realmente importa em campo
Motivos não faltam para o Palmeiras ser considerado favorito: elenco forte, técnico com tempo de casa e um futebol que brilha, como o que foi visto em 25 minutos contra o Grêmio ou em 90 minutos sólidos contra o Atlético-MG. Mas, será que isso é o suficiente?
A torcida palmeirense não tá interessada em sobriedade e planejamento europeu. O que eles querem é ver a mesma vontade e garra que Felipão sempre trouxe nas vésperas de um clássico, algo que Abel Ferreira já provou que também sabe fazer. A grande dúvida é: será que essa energia vai entrar em campo hoje?
Fonte: uol.com.br