Bruno Henrique: Um Jogador que Precisa de Apoio Psicológico Mais do que Físico
O que rolou com Bruno Henrique?
Bruno Henrique, jogando pelo Flamengo, se viu em uma situação nada fácil. Ele se tornou réu em duas frentes – tanto no STJD quanto na Justiça Comum – por uma acusação de manipulação de cartões amarelos. Antes que você pense que isso significa que ele é culpado, calma! Ser réu não necessariamente significa que ele vai ser condenado.
A grande questão que fica é: o que leva um jogador como ele, que está no Flamengo e ganha uma grana alta, a cair numa situação desse tipo? Não dá pra ignorar o comportamento esquisito que ele teve durante o jogo contra o Santos, assim como as mensagens que estão sendo analisadas. Agora, a justiça precisa entender se tudo isso realmente está relacionado ao cartão bizarro que ele tirou após a falta desnecessária que fez em Soteldo. Lembrando que Bruno Henrique já tem 34 anos e, se for condenado, pode pegar até 2 anos de punição.
A rotina de treino e a pressão
Curiosamente, como não existe a possibilidade de prisão preventiva, Bruno Henrique continua treinando e jogando normalmente. Está à disposição do Filipe Luís e, sem dúvida, essa situação deve ser uma verdadeira pressão para ele, para o clube e pra torcedores, criando diversas opiniões sobre o que deveria ser feito.
A maioria das pessoas acredita que o melhor é manter o jogador em campo, ajudando ele a manter a rotina. Por outro lado, tem quem ache que ele não deveria entrar em campo enquanto tiver essa nuvem de dúvidas pairando sobre ele. Afinal, é complicado estar focado apenas no jogo quando há o medo de ser julgado, condenado e até suspenso. Nesse cenário, um apoio psicológico poderia ser fundamental, mas não sei ao certo quantos clubes, incluindo o Flamengo, contam com um profissional nesse campo.
A visão de treinadores sobre psicologia
Muitos técnicos mais velhos costumam não ver com bons olhos a presença de psicólogos, achando que podem resolver tudo sozinhos. Eles confundem a motivação e a pressão do jogo com o trabalho que um profissional da psicologia realiza. A realidade é que resolver problemas emocionais não é só sobre incentivar ou gritar.
Lembro de uma coletiva do Tite antes da Copa de 2018, quando perguntei se ele tinha um psicólogo na equipe. A resposta dele foi que ele e a comissão tinham experiência suficiente para lidar com o lado emocional dos atletas. Bom, na minha opinião, ter um profissional da saúde mental no futebol, especialmente durante um megaevento como a Copa do Mundo, é super importante.
Como a psicologia pode ajudar Bruno Henrique?
No caso do Bruno Henrique, ter um suporte psicológico seria essencial. Esse tipo de apoio pode ajudar ele a organizar os pensamentos e, principalmente, lidar com as inseguranças. Uma psicóloga pode oferecer novas perspectivas sobre a situação e ajudar a enxergar alternativas.
Eu sou defensor de que os treinadores ouçam o que os psicólogos têm a dizer, assim como fazem com fisiologistas e preparadores físicos. Ouvir não significa que vão tomar decisões com base apenas na opinião deles, mas que pode enriquecer a avaliação sobre como melhor apoiar o jogador e o time.
O que esperar agora?
Fica a expectativa para ver como está o estado psicológico do Bruno Henrique, especialmente agora que estamos no meio do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores! O Flamengo ainda está ativo em todas as competições e, sem dúvida, essa fase vai exigir muito dele.
Por fim, espero que ele encontre o apoio necessário para lidar com essa pressão e que, com isso, possa se concentrar no que realmente importa: jogar futebol e ajudar o Flamengo a brilhar!
Fonte: uol.com.br