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Textor Manda Ativos do Botafogo para as Ilhas Cayman e Justiça Bertou os Investidores

O que rolou?

Então, o empresário americano John Textor resolveu transferir todos os ativos do Botafogo (aqueles contratos com TV, patrocínios, bilheteria e até o programa de sócio-torcedor!) para uma empresa nas Ilhas Cayman. E não para por aí! Ele também fez um empréstimo que, na prática, pode colocar a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) sob o controle da empresa lá no Caribe.

A ideia de Textor é afastar a Eagle Football Holdings, que antes pertencia a ele, mas agora é gerida pelos seus sócios, de qualquer participação no Botafogo. Confusão à vista!

A ação judicial

A Eagle Holdings, que é controlada pela empresa Ares (e que atualmente detém o Botafogo SAF), já não ficou quieta. Eles entraram com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro para anular essa jogada da nova empresa de Textor. O objetivo? Impedir que ele transfira ações do Botafogo que pertencem à Eagle.

A história dessa briga

A treta entre Textor e a Ares começou quando o Lyon, clube onde ele tinha participação, enfrentou uma crise financeira. Resultado: o clube quase foi rebaixado por causa da gestão dele. A Ares, então, tomou a frente da situação e salvou o Lyon, enquanto mantinha controle sobre a Eagle Holding, que ainda é oficialmente dele. Mas a briga não para por aí!

Os sócios da Eagle investiram entre 400 e 500 milhões de euros na fortuna de Textor e, claro, não ficaram felizes por não ver o dinheiro de volta. A partir daí, Textor tentou evitar que eles assumissem o Botafogo. Primeiro, entrou com uma ação alegando uma dívida deles com o clube e conseguiu bloquear as ações da SAF.

As movimentações dentro do Botafogo

No dia 17 de julho, ele ficou à frente de reuniões do Conselho do Botafogo SAF com um plano de mover tudo para a nova empresa nas Ilhas Cayman. Olha que movimentação:

  • O Conselho autorizou a transferência de um crédito de 150 milhões da Eagle Holding no Reino Unido para a empresa no Caribe.
  • Em contrapartida, a empresa das Ilhas Cayman pagaria 100 milhões de euros para adquirir esse crédito.
  • A Ares, a nova controladora da Eagle, nem estava sabendo desse crédito.

Além disso, outra movimentação aprovada foi um empréstimo de 100 milhões de euros da empresa das Ilhas Cayman para o Botafogo, com todas as receitas do clube (contratos de TV, patrocínios, bilheteiras, etc.) como garantia.

E não para por aí! Uma ata foi aprovada para aumentar o capital do Botafogo para até R$ 650 milhões (sendo que antes eram apenas R$ 10 mil), tudo isso para diminuir a participação da Eagle Holdings na SAF, usando grana lá das Ilhas. O presidente do clube, João Paulo Magalhães, deu o aval para isso.

A treta esquematizada

Agora, aqui tá a questão: essa aprovação aconteceu com John Textor assinado como representante da Eagle Holding no Reino Unido, mas desde abril ele já não controla mais a empresa! A grande detentora de 90% das ações da Botafogo SAF nem ficou sabendo da reunião do Conselho.

Por conta disso, a Eagle Holdings voltou à Justiça, pedindo que todos os atos feitos por Textor sejam considerados nulos. Eles alegam que as reuniões forma realizadas sem o aviso prévio, que é exigido por lei. O plano deles é que tudo fique suspenso até que um tribunal considere a questão.

O que vem a seguir?

Se a Justiça acatar o pedido, isso quer dizer que a Eagle Holding terá o controle sobre o Botafogo SAF, já que é a principal acionista. Mas, se a liminar não for concedida, Textor pode seguir com sua estratégia de transferir o Botafogo para as Ilhas Cayman.

E aí, ficamos na expectativa! A 2ª Vara Empresarial do Rio ainda não decidiu qual ação vai tocar, enquanto a 3ª Vara está cuidando de uma ação que Textor moveu contra a Eagle. E enquanto isso, os advogados e assessoria do Botafogo não deram retorno sobre a situação.

A briga pelo controle do Botafogo continua e nós vamos acompanhando tudo por aqui!

Fonte: uol.com.br

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