Botafogo Cobra R$ 410 Milhões do Lyon e Defende Textor Contra Ameaças Jurídicas
Na noite desta segunda-feira, o Botafogo fez um comunicado que deixou muita gente falando. A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fogão confirmou que está cobrando uma grana alta do Lyon, mas não revelou os nomes dos jogadores envolvidos. O motivo? Uma falha nos planos financeiros da Direção Nacional de Controle de Gestão (DNCG), que chegou a ameaçar punir o clube francês por questão financeira.
"Tornou-se necessário formalizar, por vias legais, que o atual desequilíbrio financeiro entre as entidades aponta para a necessidade de reembolso à SAF Botafogo por valores anteriormente emprestados."
Esse trechinho resume bem a situação. Eles também disseram que entenderam a necessidade de apoio entre os clubes do mesmo grupo, mas ressaltaram que o Lyon não precisaria de tanta ajuda se tivesse honrado os reembolsos devidos.
O que rolou com as negociações?
O Botafogo estava pronto para vender vários jogadores para o Lyon, mas, por conta de algumas dívidas, não pôde finalizar esses negócios. Isso levou o clube francês a buscar outras opções que terminaram sendo negociadas por valores inferiores ao que o Fogão esperava.
De acordo com o jornal O Globo, alguns jogadores como Thiago Almada e Jair foram negociados com o Lyon por cifras que impressionam:
- Thiago Almada: 27 milhões de euros (cerca de R$ 171 milhões).
- Igor Jesus: 43 milhões de dólares (aproximadamente R$ 236 milhões).
- Jair: 20,9 milhões de euros (em torno de R$ 132,8 milhões).
Esses valores superam o que clubes como Atlético de Madrid e Nottingham Forest pagaram por eles. Além disso, o Savarino foi vendido por 7,6 milhões de euros em março, mas ainda faz parte do elenco do Botafogo.
Uma informação relevante: a cobrança de R$ 410,2 milhões que o Botafogo faz do Lyon é referente a transferências e outros prejuízos. E a SAF espera que essa grana caia na conta em até 30 dias após a notificação enviada em 18 de julho.
E a treta com a Eagle?
Enquanto isso, a Eagle Football Holdings não está dormindo tranquila. Eles processaram John Textor, apontando que ele teria tomado "medidas ilícitas" como a abertura de uma empresa nas Ilhas Cayman, para transferir os ativos do Botafogo.
A Eagle afirma que Textor não tinha a autorização necessária e que o aval era do diretor, Christopher Mallon, que foi escolhido após várias gafe na administração. Os acionistas têm respaldo por possuírem 90% das ações da SAF, que Textor usou como garantia para um empréstimo de R$ 2,3 bilhões comprado para adquirir o Lyon.
A Justiça já havia congelado as ações da Eagle na SAF e ordenou que a empresa pagasse R$ 152,2 milhões ao Botafogo, garantindo estabilidade para Textor ficar no controle do clube. Essa ação surgiu após uma cobrança de uma dívida de 23 milhões de euros.
O clima esquentou ainda mais quando Textor teve que vender parte de suas ações para evitar a queda do Lyon para a segunda divisão. Ele renunciou ao cargo, colocando Michael Gerlinger como CEO e Michele Kang como presidente, ambos focados em manter o Lyon na primeira divisão.
O Futuro do Botafogo em xeque
A situação do Botafogo não é fácil. Apesar de ser o atual campeão da Libertadores e do Brasileirão, a transparência das contas ainda deixa a desejar, e, segundo Textor, a divulgação das informações financeiras está sendo analisada para abrir um IPO na Bolsa de Valores de Nova York. E se a "recompra" do Botafogo rolar, esse processo pode ficar ainda mais complicado.
Um detalhe que preocupa ainda mais é a queda na arrecadação do Lyon com direitos de transmissão, despencando de 95,4 milhões de euros para 45,7 milhões de euros entre as temporadas. Isso, somado à desvalorização da liga francesa após a saída de grandes estrelas como Messi, Neymar e Mbappé, não traz boas perspectivas.
O que esperar agora? Vamos acompanhar essa novela de perto, porque com certeza ainda vai ter muito pano pra manga!
Fonte: uol.com.br