Palmeiras: Decepção e Protestos Marcam o Dia dos Pais
Uma virada com gostinho amargo
No último domingo, o dia dos pais ficou meio ofuscado para Abel Ferreira, o técnico do Palmeiras, que saiu da coletiva no Allianz Parque com uma expressão de total decepção. Apesar de o time ter vencido o Ceará por 2 a 1, o clima pesava muito mais fora de campo.
Abel, sempre tão próximo da família, revelou que teve dificuldades para explicar às filhas por que os torcedores estavam o xingando:
“É difícil explicar a elas porque nem eu mesmo sei explicar”, disse Abel, refletindo sobre a conexão que tem com os 20 milhões de palmeirenses.
Uma semana difícil
A semana que passou foi tudo menos tranquila para Abel. Além dos xingamentos e críticas que ele considera injustas, o técnico teve que lidar com um atentado que reverberou na atmosfera do Allianz Parque. A insatisfação da torcida estava evidente, e o silêncio que tomou conta do local antes da chegada de Abel foi um sinal claro de que as coisas não estavam bem.
Após a coletiva, comentei com um membro da equipe: “Abel parece decepcionado.” A resposta foi um olhar que dizia tudo – a mesma expressão que o treinador carregava. E como poderia ser diferente?
Protestos calorosos
Assim que Abel chegou, as faixas de protesto estavam por toda parte. Mensagens de descontentamento e pedidos pela saída de Abel ecoavam, enquanto a organizada exigia mudança: “Calma é o caralh… Acabou a paz”. A reação do público não foi das melhores – muitos vaiaram essas frases, demonstrando que não estavam de acordo com a postura de alguns.
E os torcedores não estavam exatamente animados. O Allianz Parque, que geralmente vive momentos de vibração intensa, parecia apático. As vaias à organizada foram as únicas manifestações até o segundo tempo, quando um pênalti empatou a partida.
Uma virada sem euforia
Dentro de campo, o Palmeiras também não fez o que se esperava para animar os torcedores. O jogo foi abaixo do que todos esperavam, mas Flaco López fez o seu, garantindo a virada ao marcar um pênalti e dar um passe para o segundo gol.
Contudo, as celebrações não tiveram a mesma intensidade de antes. A música que costuma animar a torcida foi rapidamente abafada, e, após o apito final, os aplausos foram discretos, com apenas 27 mil pessoas presentes – bem menos do que o esperado.
O futuro do Verdão
Agora, o Palmeiras tem uma oportunidade de ouro para tentar desviar a atenção desse clima pesado: a Libertadores. Talvez essa competição seja a chave para devolver o orgulho à relação entre Abel Ferreira, a equipe e os torcedores. Vamos esperar para ver como isso se desenrola!
Fonte: uol.com.br