São Paulo volta vivo da Colômbia com mais sorte que juízo
Um jogo com muita emoção!
Se você é torcedor do São Paulo e acompanhou o jogo de terça-feira, em Medellín, sabe que o 0 a 0 contra o Atlético Nacional teve gosto de vitória. Não foi porque o futebol apresentado foi brilhante, mas sim pela maneira como o Tricolor conseguiu sobreviver a uma noite cheia de desafios e perigos.
Pressão desde o início
O time, comandado por Hernán Crespo, entrou em campo parecendo travado, errando passes e com dificuldades para fazer três ou quatro toques sem apressar o jogo. A pressão colombiana começou a sufocar a saída de bola do São Paulo desde os primeiros minutos, forçando o time a dar chutões.
E logo aos dez minutos, a situação complicou ainda mais: Ferraresi, numa tentativa de conseguir um bloqueio, cometeu a gafe de usar a mão para parar um chute de Marlos Moreno dentro da área. Pênalti claro! Cardona foi para a cobrança, deslocou o goleiro Rafael... e chutou para fora! Um susto daqueles!
Sufoco e lampejos do Tricolor
O Atlético Nacional não aliviou e, graças à trave e à falta de precisão dos atacantes, não abriu o placar ainda no primeiro tempo. O São Paulo até mostrou alguns lampejos de ataque, como uma infiltração promissora de Enzo Díaz e finalizações que foram bloqueadas por Bobadilla e Marcos Antônio. Mas, sinceramente, foi muito pouco para um jogo tão importante da Libertadores.
O drama continua
No segundo tempo, o sufoco continuou. O coração do torcedor tricolor foi à mil quando duas bolas foram na trave, uma com Marlos Moreno e outra com Hinestroza. E quando Ferraresi cometeu outro pênalti aos 20 minutos, a gente já achava que a situação estava insustentável. Mas Rafael, em uma atuação brilhante, fez a defesa do jogo, garantindo o empate e, quem sabe, a continuidade do sonho do título.
Crespo tentou dar uma chacoalhada na equipe colocando Lucas Moura e Ferreira, mas o time ainda ficou acuado, com dificuldades para criar jogadas e defendendo-se contra os contra-ataques do time colombiano. Mesmo assim, o placar se manteve em 0 a 0, muito mais por causa da sorte e de um goleiro iluminado do que por méritos do coletivo.
Uma vitória a se considerar
Por todas essas razões, o 0 a 0 deve ser comemorado como um triunfo, com certeza. Libertadores é uma competição traiçoeira: não adianta só jogar bonito, é necessário resistir, sobreviver e, às vezes, contar com aquele empurrãozinho do destino. E foi isso que o São Paulo conseguiu em Medellín.
Agora, no Morumbi, é hora de mudar a história. Com a força da torcida, o Tricolor tem tudo para brilhar, mas é bom lembrar: nem sempre a sorte vai estar ao lado do Morumbi. Se depender apenas dela, trazer a taça para casa vai ser uma tarefa difícil.
E aí, o que você acha?
Fonte: uol.com.br