Como o Corinthians Se Posicionou no 1º Encontro de Fair Play
O Que Rolou no Evento
A CBF realizou o seu primeiro encontro com um grupo de trabalho focado em criar um sistema de Fair Play financeiro para o Brasil. Durante o evento, os clubes tiveram a chance de compartilhar suas dificuldades e ideias sobre como esse modelo pode funcionar por aqui.
Houve uma parte aberta para a imprensa, onde Sefton Perry, o chefão do Centro de Análise e Inteligência da UEFA, deu uma palestra. Mas também teve uma seção mais reservada, onde os diretores puderam falar à vontade, sem o olhar atento da mídia.
Papo de Fair Play e Alfinetadas
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não perdeu a oportunidade de reiterar sua posição sobre a importância do Fair Play no Brasil. Ela tem defendido que isso é essencial para criar um ambiente justo entre os clubes que honram seus compromissos e aqueles que não pagam em dia. Só que, em seu discurso, ela acabou alfinetando o Corinthians, lembrando que a equipe dele havia eliminado o Alviverde na Copa do Brasil.
Mas, lá estava também o representante do Corinthians, Rozallah Santoro, que está ajudando a diretoria interina nas áreas de negócios e finanças. Ao se manifestar, ele deixou claro que o Corinthians está incômodo com sua situação financeira e que não é nada fácil fazer malabarismos para decidir quais contas pagar. Ele também expressou uma vontade de solucionar essas pendências, o que pode ser interpretado como uma resposta indireta a Leila.
O Estímulo do Transfer Ban
No dia seguinte, terça-feira, a situação ficou mais complicada para o Corinthians, que teve um transfer ban decretado devido a uma dívida com o Santos Laguna, relacionada à contratação de Felix Torres.
Preocupações Levantadas
O CEO do Fortaleza, Marcelo Paz, também trouxe à tona algumas preocupações sobre o assunto. Ele destacou questões relativas aos pagamentos de técnicos e agentes. Em relação aos empresários, ele sugeriu que as regras de Fair Play deveriam impor limites nas comissões, já que os clubes ficam à mercê de exigências exorbitantes para fechar contratações.
Paz também propôs uma regra que estabeleceria que, se um treinador receber uma nova oferta de emprego, ele deixaria de receber do clube anterior. Para ele, isso ajudaria a diminuir os custos dos clubes, já que muitas vezes eles acabam pagando salários de treinadores diferentes ao mesmo tempo.
A Questão das Recuperações Judiciais
Outra preocupação debatida foi sobre os processos de Recuperação Judicial (RJ). A questão é que esses processos podem incluir tanto dívidas de transferências quanto trabalhistas. Assim, se houver punições a clubes que atrasam pagamentos, isso pode acabar sendo ineficaz, já que os débitos estariam sendo parcelados para sempre.
Assim, esse primeiro encontro sobre o Fair Play financeiro trouxe à tona várias questões importantes e já deu o que falar entre os clubes. Vamos ficar de olho para ver como tudo isso vai evoluir!
Fonte: uol.com.br