Corinthians x Bahia: As Polêmicas da Transferência do Kauê
O Burburinho da Transferência
Nesta quinta-feira, dia 14, o Corinthians fez um alvoroço ao anunciar que pretende entrar em contato com a Fifa e a CBF para discutir a transferência do Kauê Furquim, um jovem destaque do sub-17, para o Bahia. A equipe paulista está acusando os tricolores de “aliciamento ilícito e imoral” ao contratar o menino de apenas 16 anos.
Recentemente, o Bahia pagou uma multa rescisória de R$ 14 milhões para levar o atleta, mas o Corinthians afirma que não foi consultado sobre essa negociação. Inclusive, o clube paulista diz que o Bahia fez uma parceria com o Grupo City, que possui a SAF do clube, para contornar a multa.
A Nota do Corinthians
Na nota divulgada, o Corinthians deixou claro sua indignação:
“Repudiamos, veementemente, o aliciamento ilícito e imoral do jogador Kauê Furquim... Estudaremos os caminhos jurídicos necessários e possíveis para punir os responsáveis...”
Para entendermos melhor o que está rolando, em abril o Kauê assinou seu primeiro contrato profissional com o Corinthians. E a multa para uma transferência internacional era de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 315 milhões). Contudo, em transferências nacionais, a regra limita esse valor a duas mil vezes o salário do jogador, o que viabilizou a operação por R$ 14 milhões.
E Agora, o Que Vem Pela Frente?
A Fernanda Soares, uma advogada especialista em direito desportivo, comentou que, por se tratar de uma transferência nacional, a CBF deve ser o primeiro órgão a avaliar o caso. Mas se surgirem elementos internacionais, como a participação do City Group, a situação pode ir parar no Football Tribunal da Fifa.
Ela explica que a transferência-ponte acontece quando o mesmo jogador é negociado em um espaço curto de tempo entre clubes (nacionais ou internacionais), muitas vezes usando um clube intermediário para burlar regras. A Fifa fica de olho nesse tipo de transação se ocorrer em até 16 semanas, a não ser que haja provas em contrário.
“Se o Corinthians provar aliciamento, a quebra contratual com justa causa pode forçar o jogador e os outros clubes a pagarem uma compensação”, diz Fernanda.
E Sobre as Multas?
O advogado Matheus Laupman comentou que se o aliciamento for confirmado, o Bahia pode acabar levando uma multa que varia de R$ 100 e R$ 100 mil por infringir o artigo 240 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Mas fique tranquilo, porque a negociação em si não corre o risco de ser desfeita.
“O negócio realizado pelo Bahia está seguro, já que o clube seguiu as normas legais para concretizá-lo. A transferência pode ser feita por negociação ou pelo pagamento da cláusula indenizatória, que no Brasil é limitada a 2.000 vezes a média salarial do atleta.”, explica Matheus.
Protegendo o Futuro dos Jovens Jogadores
O advogado Andrei Kampff reforça que a base é um patrimônio imprescindível para os clubes e que existem formas legais de protegê-la. Uma delas é registrar formalmente a proposta de renovação, garantindo assim que todos os envolvidos estejam cientes e dando prioridade à renovação.
“Contratos de formação são, por lei, mais simples de romper, mas há mecanismos para proteger o trabalho que foi desenvolvido e assegurar um retorno econômico.”, destaca ele.
Um Olhar sobre o MCF
Casos de disputas por jovens talentos são bem comuns no futebol brasileiro. Em janeiro, o Corinthians foi excluído do Movimento de Clubes Formadores (MCF), criado em 2012, sob a acusação de aliciamento de um atleta das categorias de base do Palmeiras. O Timão, na época, negou tudo e ficou surpreso com a decisão.
O Manifesto do Corinthians
O Corinthians se posicionou oficialmente, reafirmando seus valores e repudiando o "aliciamento" do Kauê. A nota diz:
“... essa prática nefasta da subtração de jovens talentos, levando a preços vil para mercados externos... rompendo totalmente qualquer relação institucional com o Esporte Clube Bahia e o City Football Group.”
E aí, o que você acha que pode rolar nesse embate? Deixe sua opinião nos comentários!
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Fonte: uol.com.br