← Todas as notícias

Entre lágrimas e revolta: o que realmente Neymar planeja

Sentado no gramado, logo após o apito final, Neymar não estava pra papo com os colegas. E a situação só piorou! Depois de um abraço no Diniz, desabou em lágrimas. Já limpo e na zona mista, a crítica veio com tudo: "Uma merda! Um vexame! Precisam ir pra casa e pensar no que querem da vida."

Mas peraí, né? Neymar estava em campo e, na boa, a participação dele foi quase nula. Logo, parece que ele se acha o dono do jogo, falando como se estivesse assistindo do camarote. Ele não tem jogado nada desde que voltou! Um gol olímpico aqui, uns gols de pênalti, uns passes e dribles… é o suficiente? Eu, particularmente, não acho. Que contribuição ele realmente trouxe pro Santos até agora? O cara tá no Brasileirão, mas não se destacou em nenhuma partida, nem nas vitórias! E, pasmem, tem gente clamando por convocação pra seleção.

Se ele tivesse jogado metade do que o Philippe Coutinho jogou no domingo, a galera da imprensa estaria na porta da CBF pedindo a convocação e a titularidade dele. Mas o que acontece? O Neymar não fez gol, não ajudou na defesa, não voltou pra ajudar o time e ainda tenta lavar as mãos do vexame.

E, sinceramente, a coisa fica pior: chorar como uma criança de dez anos depois de uma derrota histórica é uma coisa. Tentar se distanciar do fracasso, aí já é outra! Temos que chorar na hora certa, e essa não foi uma delas. Esse era o momento de assumir a responsabilidade, olhar nos olhos da torcida e reconhecer sua parte na derrota. A entrevista na zona mista foi, no mínimo, ridícula. Ele não conseguiu nem manter o olhar firme nos que estavam à sua frente — seu boné parecia ser um escudo contra isso. Um discurso pequeno, infantil, acovardado e, ao mesmo tempo, coberto de ira. O plano dele, no final das contas, foi descolar-se do fracasso e colocar a culpa nos outros. Ele, o craque, parece querer dizer que não tem nada a ver com isso e até está irritado com a forma como o time jogou.

Neymar está de volta desde o começo do ano... já se passaram sete meses! Ele precisa, sim, ser cobrado. Tem o maior salário do elenco, uma comissão gigante em cima das negociações, e a presença dele influencia as decisões e o planejamento do time. O que mais chama atenção são as idolatrias que o cercam, mesmo com atitudes que deixam a desejar tanto no campo quanto fora dele. E, claro, já dá pra sentir a onda dos influenciadores começando a plantar uma imagem positiva: "Neymar desolado no dia seguinte ao vexame", "Neymar brincando com os filhos", "Neymar é um paizão", e assim vai. A expectativa é de que ele comece a treinar a todo vapor e que receba mensagens carinhosas dos amigos. Neymar é demais, ele é o cara!

Mas vamos lá: Neymar realmente poderia ter sido esse "cara" se tivesse encarado a vida com mais maturidade. Mas, aparentemente, isso não faz parte do plano dele. Ele não se envolve, acha que o time deve atuar por ele, não assume as derrotas como sua culpa, e ainda se vê como uma vítima injustiçada. O adultecimento não parece ser o foco dele. Ele só tem 33 anos e poderia se reinventar perfeitamente! No entanto, a cada dia que passa, esse cenário se torna mais e mais surreal. O que poderia levar Neymar a mudar? Cercado de bajuladores e protegido por uma legião de fãs, fica a pergunta: o que, realmente, poderia transformá-lo? Ele vive dizendo que vai pra cima e que vai encarar os desafios. Quem sabe uma boa dose de psicanálise ajudaria ele a parar e refletir: "mas quem são 'eles', afinal?"

Fonte: uol.com.br

Comentários