O que faz o Palmeiras e o Flamengo brilharem no mercado de transferências?
O mercado de transferências fechou suas portas, mas as lições que ele deixou vão muito além das cifras. Vamos falar sobre como clubes que têm um plano sólido, como o Palmeiras e o Flamengo, estão se destacando em meio à concorrência.
Dinheiro não é tudo!
De acordo com Eduardo Dias, CEO da Footure, uma plataforma de análise e consultoria de mercado, a diferença entre esses gigantes do futebol e a maioria dos clubes brasileiros não se resume a dinheiro.
- O Flamengo gastou cerca de R$ 277 milhões em três contratações (sendo que a chegada de Saul não teve custo),
- Enquanto o Palmeiras investiu R$ 248,9 milhões em cinco novos jogadores.
Eduardo afirma que "não é só grana" que faz a diferença. Embora o futebol tenha seu lado econômico - onde um clube vai até onde seu orçamento permite -, por trás de tudo isso há um grande plano e inteligência.
Estratégia é a chave!
O que realmente separa o Palmeiras e o Flamengo dos demais clubes? Departamentos de mercado profissionais e um plano claro de ação! Segundo Eduardo, outros clubes brasileiros poderiam se beneficiar imenso se tratassem o mercado com seriedade e planejamento.
Mesmo que o mercado nacional tenha suas seriedades, muitos clubes acabam "patinando" pela falta de uma gestão competente.
O que o Palmeiras e o Flamengo fazem de diferente? Eles têm dinheiro, sim, mas o utilizam de forma estratégica, aumentando o valor que conseguem nas vendas e maximizando os lucros. E essa mentalidade de transferências não é só para times com grandes orçamentos! Equipes menores também podem usar essa abordagem para crescer tanto no campo quanto financeiramente.
Zagueiros brasileiros em alta!
Um fenômeno recente no mercado envolve os zagueiros brasileiros, que estão se tornando super valorizados. Jogadores como Vitor Reis (para o Manchester City) e Beraldo (do PSG) são exemplos de como o Brasil está exportando defensores cada vez mais técnicos.
"O Brasil sempre foi famoso pelos dribles e gols, mas agora estamos mandando zagueiros que sabem construir jogadas e cobrir grandes áreas chamando a atenção do mercado." Esse é um ponto crucial, pois os defensores brasileiros estão ganhando seu espaço!
Um alerta para os dirigentes!
Apesar do crescimento, Eduardo critica certos dirigentes que vão atrás de jogadores veteranos, muitas vezes caros, só para agradar os torcedores, em vez de investir em jovens promissores:
"Não faz sentido contratar um jogador de 30 anos por um preço absurdo só para acalmar a torcida. O futebol brasileiro precisa entender que a verdadeira eficiência está nas promessas que podemos vender a preços justos.”
O futuro do futebol brasileiro
Eduardo ainda destaca que estamos vivendo uma “década decisiva” no futebol brasileiro. Somos o maior exportador de atletas do mundo, mas ainda estamos atrás dos líderes em faturamento.
Para mudar esse quadro, precisamos de estratégia, tecnologia e profissionais qualificados.
"O mercado de transferências é um campo fértil. Observe os padrões, quais jogadores estão sendo comprados e vendidos, e acredite, há muito para crescer!"
Essa pode ser a década em que os clubes brasileiros se reinventem e prosperem, mas isso só vai acontecer com muito planejamento e uma pitada de inovação.
Então, bora ficar de olho nas próximas movimentações! O futuro promete!
Fonte: uol.com.br