Mauro Cezar: Flamengo deve ficar fora do caso Bruno Henrique
O comentarista Mauro Cezar Pereira lançou uma opinião polêmica no programa Posse de Bola do Canal UOL: segundo ele, o Flamengo não deveria se envolver no imbróglio envolvendo o atacante Bruno Henrique e a suspeita de manipulação de apostas.
Por que o Flamengo deve se manter afastado?
Mauro argumenta que a situação problemáticca foi criada pelo próprio jogador e sua família. Por isso, o clube não deve intervir. Ele afirma:
“O Flamengo não deveria se envolver nisso. Esse é um problema que surgiu entre o jogador e os parentes dele. Se o jogador for suspenso, o Flamengo deve parar de pagar o salário durante o período que ele estiver afastado, porque não é justo arcar com as despesas por uma questão como essa."
Para Mauro, essa colocação não é apenas uma opinião, mas um princípio que deve ser seguido pelo clube.
Um passado polêmico
O colunista também critica a conduta do Flamengo em casos anteriores, mencionando a recepção que Gabriel Barbosa recebeu ao voltar aos treinos depois de uma suspensão por doping. Ele compara a situação atual com a de antes e acredita que o clube tem adotado uma postura totalmente errada.
Mauro ainda acredita que, apesar de não ter sobre a decisão do tribunal, a repercussão desse caso deve servir para educar os jogadores sobre a gravidade de compartilhar informações sigilosas.
A questão da punição
Na sua coluna, ele explica que Bruno Henrique não recebeu a pena máxima por causa das fragilidades no inquérito conduzido pelo STJD.
“A acusação não apresenta prova incontestável de que ele repassou informações privilegiadas ao irmão sobre o cartão amarelo em questão."
Embora haja diversos indícios de que Bruno poderia ter feito isso, não foi provado o ato em si. Mauro desabafa:
“O inquérito é frágil. Impressionante, são 84 páginas, mas não mostra a prova que ele deu a informação."
Comparação com o caso Paquetá
Mauro também fez um comparativo com o caso de Paquetá, que foi inocentado na Inglaterra após uma investigação de dois anos simplesmente por falta de provas concretas.
Ele acredita que a situação de Bruno Henrique é semelhante, afirmando que:
“No caso do Paquetá, não conseguiram associá-lo a nenhuma transferência ou conversa que o comprometesse. No caso do Bruno Henrique, embora haja muitas conversas, não existe a prova incontestável de que ele passou informações privilegiadas.”
Considerações finais
No fim das contas, Mauro Cezar deixa claro que, por falta de provas sólidas, a punição aplicada ao atacante foi reduzida, sendo ele suspenso por 12 jogos e multado em R$ 60 mil. Para ele, essa situação é delicada, mas é um passo importante para que todos no futebol aprendam a lidar com informações sensíveis.
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Fonte: uol.com.br