Torcedor Inspira Núcleo Autista na Torcida do Flamengo
Uma bandeira de inclusão no Maracanã
Enquanto as bandeiras coloridas balançam nas arquibancadas do Maracanã, uma delas se destaca com um fundo branco e um punho saindo de um quebra-cabeça cheio de cores. Essa bandeira traz os dizeres "Raça Autistas" e faz parte de uma nova iniciativa da principal torcida organizada do Flamengo, a Raça Rubro-Negra. O projeto tem como foco torcedores com transtorno do espectro autista e já está fazendo a diferença!
A história de Pedro Prota
No centro dessa história inspiradora está Pedro Prota, um jovem de apenas 16 anos que é um dos embaixadores da iniciativa. Pedro, que está no espectro autista, é frequentador assíduo dos jogos do Flamengo, sempre ao lado do pai. Eles começaram a frequentar os jogos juntos quando Pedro ainda era pequeno:
“O Pepê acompanha o Flamengo desde bem novinho. Tínhamos preocupações com barulho e aglomerações... Então, começamos com o Maracanã Mais e, aos poucos, fomos para a arquibancada Norte”, conta Klinger Prota, pai de Pedro.
Com a ideia de criar a FlaAutistas, eles começaram a se reunir e a chamar a atenção da diretoria da torcida.
O impacto da iniciativa
Kiti Abreu, que se dedica à inclusão social na Raça Rubro-Negra, revelou que essa iniciativa tocou o coração de muitos pais e mães que se identificaram com a história de Pedro. É incrível como isso ajudou a fortalecer o projeto.
“Estamos aqui para todos os autistas que amam o Flamengo e querem estar na arquibancada. O Pepê se tornou uma referência, e agora temos uma representação real. É um sentimento incrível e, de coração, queremos expandir essa inclusão”, disse Kiti.
Pedro também se destaca nas redes sociais, com uma página no Instagram que já conta com mais de cinco mil seguidores, onde ele compartilha momentos e a “resenha com o Pepê”.
“Desde pequeno, eu sonhava em ter uma bandeira minha no Maracanã, e agora aqui estou. Essa bandeira não é só minha; é de todos nós. Ela representa inclusão, respeito e amor”, compartilhou Pedro em uma de suas postagens.
Reconhecimento e acolhimento
O pai de Pedro elogia profundamente a importância da “Raça Autistas”. Para ele, o reconhecimento é fundamental:
“Pepê foi muito acolhido, e isso fez toda a diferença. Ele se sentiu abraçado pela torcida”, afirmou Klinger.
Novas salas sensoriais
A gestão do Maracanã, que é dividida entre Flamengo e Fluminense, está se mobilizando para criar duas salas sensoriais que atenderão as pessoas com TEA durante os jogos. Essa novidade vem com a implementação da Lei Municipal nº 7.973/2023, que exige áreas reservadas em espaços com mais de cinco mil pessoas. As salas sensoriais no Maracanã ficarão localizadas no quinto pavimento do Setor Oeste e devem ser inauguradas ainda este mês!
O futebol e a causa do TEA
Nos últimos tempos, o futebol tem se voltado mais para a inclusão de pessoas com TEA, e muitos times já têm torcidas que abraçam essa causa. Além disso, diversos estádios estão implementando salas sensoriais para melhorar a experiência de torcedores autistas.
Recentemente, a questão voltou a ganhar destaque quando Cássio, goleiro do Cruzeiro, fez um desabafo nas redes sociais sobre as dificuldades que enfrenta para matricular sua filha Maria Luiza, de sete anos, em escolas de Belo Horizonte. A pequena foi diagnosticada com TEA e as respostas das instituições geralmente não são positivas.
“Ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só uma palavra bonita, é uma atitude. E ainda temos muito a conquistar”, desabafou Cássio.
E aí, gostou do que viu? O Flamengo e sua torcida estão dando um exemplo incrível de inclusão e de como o amor pelo futebol pode unir e acolher a todos. Vamos torcer para que mais iniciativas como essa ganhem espaço e façam a diferença para pessoas com TEA!
Fonte: uol.com.br