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A Polêmica da SAF do Fluminense: Criatividade em Baixa?

Quando a gente fala de um clube tão grandioso quanto o Fluminense, é difícil imaginar que ele possa se tornar uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Afinal, essa mudança sugeriria uma transformação que pode ser arriscada. Ao optar por essa estrutura, o clube deixaria de ser um espaço coletivo para se moldar à lógica empresarial, onde o foco seria o lucro e a gestão ficaria nas mãos de um proprietário ou um grupo seleto. É meio como dizer que o que importa é o dinheiro e não a paixão pelo jogo!

A Questão do Processo Democrático

Quem se beneficia realmente ao transformar o Fluminense em uma empresa? Xerém, com todo o seu potencial, é um verdadeiro continente de oportunidades que pode ser aproveitado para trazer saúde tanto técnica quanto financeira ao clube. O Fluminense possui uma capacidade incrível de gerar receita! E essa grana deveria ser utilizada para fortalecer as bases do clube, tornando Xerém ainda mais robusto e criando times que façam o torcedor vibrar.

Um ponto que vale a pena destacar: time não é empresa! O objetivo de um clube não é encher os bolsos de quem diz que o ama. Se a gestão atual precisa de melhorias, o ideal seria reunir tricolores apaixonados e pensar em soluções que, ao invés de restringir, ampliem as possibilidades do clube.

Um Olhar Crítico Sobre o Neoliberalismo

Vivemos um tempo em que o neoliberalismo está transformando tudo em negócio: escolas, hospitais, igrejas... e até nosso querido clube. No final das contas, as melhores experiências da vida não devem estar ligadas ao lucro. Precisamos priorizar o social e o comunitário, guiados pelos laços afetivos e pela comunidade.

Isso não significa que os clubes devam funcionar de maneira deficitária — pelo contrário! Alguns dos times com contas mais complicadas no Brasil hoje são SAFs. O recado é claro: o que realmente importa é reinvestir esse dinheiro para tornar o clube ainda mais forte e respeitado.

A Falta de Justiça nas Dívidas

Uma coisa que não se pode ignorar é a lei da SAF, que perdoa as dívidas fiscais e trabalhistas do clube, quase como um prêmio por gestões que não foram lá essas coisas. É justo isso? Não parece nem um pouco! Se algumas dívidas podem ser perdoadas, por que isso seria feito em nome de um empresário em vez de um clube que faz parte da nossa história há mais de um século?

Parece que a ideia de que as SAFs são a única solução para uma administração profissional é uma ilusão coletiva. Vamos ser claros: essa narrativa beneficia sempre os mesmos. O que precisamos é de coragem para dizer "não". Não aqui. Não com essa camisa.

É hora de abrir os olhos e encontrar caminhos que realmente respeitem a essência do Fluminense!

Fonte: uol.com.br

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