Desconforto no Corinthians: Tuma e a polêmica sobre a Arena
A recentíssima declaração de Romeu Tuma Júnior, que é o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, levantou um verdadeiro alvoroço nos bastidores do clube. Ele propôs que o Timão deixe de lado o pagamento da dívida da Neo Química Arena e foque em quitar outras obrigações financeiras que ele considera mais urgentes.
A Polêmica na Coletiva
Durante uma coletiva no Parque São Jorge na última segunda-feira, Tuma comentou que o Corinthians "não tem dinheiro". Ele disse que, em um cenário complicado como o atual, o clube deveria buscar alternativas para quitar as pendências do estádio, mesmo que isso significasse interromper os repasses à Caixa Econômica Federal, que é quem financia a Arena.
Para se ter uma ideia, a dívida relacionada à Neo Química Arena está na casa dos R$ 670 milhões, e isso foi revelado em um balanço financeiro do ano passado.
Reações nos Bastidores
A reação a essa sugestão não foi nada boa. De acordo com informações do UOL, a fala de Tuma caiu como uma bomba, e muita gente dentro do clube não gostou. Fontes que preferiram não se identificar mencionaram que essa narrativa pode aumentar a desconfiança no mercado, principalmente agora que o Corinthians está tentando renegociar contratos de patrocínio. Um conselheiro comentou que há um "incômodo interno e externo" em relação a essas declarações.
Crise Financeira do Clube
A gestão de Osmar Stabile acredita que a Arena pode ser uma solução para aliviar a crise financeira do clube, que já acumula dívidas na casa dos R$ 2,6 bilhões, conforme divulgado ao final do primeiro trimestre de 2025. Como já abordado pelo UOL, o Corinthians está buscando ajustar o acordo de naming rights que foi firmado em 2020, o qual se estende até 2040.
Aliás, a Hypera Pharma, que atualmente possui os direitos da Neo Química Arena, está de olho nessa situação. A multa para romper o contrato, que caiu para R$ 70 milhões em setembro, pode abrir possibilidades para o clube.
Os valores que o Corinthians recebe atualmente, cerca de R$ 21 milhões por ano, estão defasados em relação ao que o mercado possui atualmente. A diretoria acredita que pode triplicar esses números e assim, potencialmente, melhorar a situação financeira do clube.
Com todo esse cenário, o futuro do Corinthians e sua relação com a Neo Química Arena continua incerto, e a tensão interna pode ser um fator a ser observado nos próximos capítulos dessa história.
Fonte: uol.com.br