VAR de Itaquera: O Reflexo do Despreparo e da Confusão
Na quarta-feira à noite, a partida da Copa do Brasil entre Corinthians e Athletico-PR em Itaquera trouxe à tona um assunto que muitos já estavam comentando: o VAR e sua falta de preparo. O árbitro de vídeo, Diego Pombo Lopez, deixou claro que ainda temos um longo caminho pela frente.
O Lance do Pênalti
Vamos falar sobre o lance que gerou polêmica: um pênalti marcado após um cruzamento que tocou o braço de Matheusinho, que estava dislocado do corpo. Esse tipo de marcação pode gerar discussões intermináveis. Pessoalmente, eu acho que mudar a interpretação da regra da Fifa foi um pouco estranho, mas está feito, não há o que discutir.
O que realmente importa aqui é: foi toca dentro ou fora da área? O VAR deveria ter analisado as imagens de diferentes ângulos e, se não fosse algo conclusivo, a decisão de campo deveria ser mantida, certo?
O Que Aconteceu na Prática?
O que vimos foi Diego Pombo Lopez se enrolar para chegar a uma conclusão. Em menos de 5 segundos, já dava para perceber que seria difícil ter um veredito claro sobre o lance. O que ele precisava fazer era confirmar a decisão do árbitro em campo, mas não! A frustração ficou evidente quando ele decidiu chamar o árbitro para dar uma "olhadinha", deixando todo mundo em dúvida.
Essa demora de quatro minutos não só desrespeitou o jogo, como também os torcedores ali presentes. É impressionante como esses caras parecem não perceber o impacto que isso tem!
O VAR no Brasil: Um Problema a Mais
Não sou radicalmente contra o VAR, mas definitivamente sou contra a forma como ele tem sido operado por aqui. Muitas vezes, ele gera mais confusão do que clareza e acaba matando um pouco do espírito do futebol.
?? O VAR só deve ser acionado em casos muito, muito claros de erro de arbitragem. Se tiver dúvida, não deve chamar o árbitro! É simples assim. Se houver alguma interpretação diferente sobre um lance, deixa o juiz seguir sua decisão.
Outras Polêmicas da Partida
E não parou por aí! Tivemos mais lances questionáveis. Um deles foi no gol do Athletico, que foi anulado porque o jogador Viveros teve uma falta em Maycon no início da jogada. O juiz estava a poucos metros do lance e não viu como falta. Aqui vai a pergunta: foi falta ou não? Dependendo da interpretação, poderia ser um tranco ou uma jogada normal!
O mais confuso foi na cabine do VAR: Diego Pombo Lopez achou que não foi falta, enquanto o assistente AVAR achou que sim. Se até na cabine há confusão, por que o lance foi revisto?
A Questão da Interpretação
A realidade é que o futebol não deve ser reanalisado em câmera lenta. O foco deve ser no menos interferência do VAR, o que seria melhor para o jogo e para os torcedores — que estão lá para se divertir e não para esperar intermináveis revisões.
Claro que injustiças vão acontecer. O gol do Athletico geraria discussões sobre erro do VAR, mas na verdade, seria um acerto se este tivesse mantido a decisão do campo. E o mesmo vale para a não expulsão de Vitinho. O juiz viu e interpretou que era apenas amarelo. Ele estava lá, e essa é a decisão que deve ser mantida.
Finalizando
Houve também uma interferência em um lance de possível pênalti em Viveros. Foi pênalti? Pode ser, ou pode não ser. E por que chamar um lance e ignorar outro? Essa diferença de critérios é o que gera a revolta da torcida e as teorias da conspiração.
O ideal? Deixar o árbitro decidir e seguir em frente. Vamos manter o jogo mais fluido e menos confuso. Um VAR omisso poderia ser a solução que estamos precisando, mas infelizmente, o uso do VAR no Brasil só traz problemas e desrespeito aos fãs do futebol que pagam ingresso para ver partidas que deveriam ser simplesmente emocionantes.
Uma pena, realmente.
Fonte: uol.com.br