No jogo dos descontrolados: Emoção em alta e Neymar sem brilhar
O Clima do Jogo
Lyanco, Neymar e Hulk. Três jogadores que estão sempre na corda bamba. Eles gritam, reclamam e fazem um verdadeiro festival de reclamações por marcarções que, convenhamos, são super normais. E se tem um efeito colateral disso tudo, é que o resto do time acaba entrando na dança e a qualidade do jogo cai.
Numa dessas, Zé Ivaldo foi expulso e o Santos, que estava jogando melhor, se encurvou. O Atlético, por sua vez, aproveitou a situação e conseguiu marcar o gol com Igor Gomes, que apareceu lá no meio da zaga e meteu a bola pra dentro já no segundo tempo.
O Jogo e seus Personagens
É realmente frustrante ver jogadores que sabem ser tão chatos em campo. Eles falam muito e pedem mais do que realmente mostram. O Neymar, por exemplo, teve uma atuação bem protocolar, tocando a bola de lado e sem brilho algum. O jogo ainda ganhou um drama quando o goleiro do Santos, Brazão, levou um tranco na cabeça em um choque com Igor Gomes. O momento foi tão tenso que a ambulância teve que entrar em campo; Brazão ficou com os olhos abertos, mas parecia inconsciente e foi levado pro hospital, só por precaução.
Depois desse episódio, os times começaram a se acalmar, e a bola rolou sem tantas interrupções. Enquanto isso, os técnicos Vojvoda e Sampaoli assistiam com expressões de quem estava prestes a passar por uma prova de matemática.
Apesar de uma semana pesada e da eliminação na Copa do Brasil para o rival, a torcida do Galo ficou lotando o estádio. Se Neymar foi só protocolo, o Hulk teve uma performance regular; ele correu pra caramba, mas não conseguiu concluir nada de útil.
A Queda do Clima
No primeiro tempo, rolou uma treta de escola entre Lyanco e Neymar, mas assim que Neymar cansou logo no começo do segundo tempo, os atritos entre os dois diminuíram.
Aos 35 do segundo tempo, Vojvoda decidiu fazer o que Cleber Xavier nunca se atreveu a fazer: tirou Neymar (e também João Schmidt e Victor Hugo) e apostou em sangue novo pra buscar o empate. O Santos começou a ficar mais vertical e aos 40, num bom contra-ataque, ganhou um pênalti. Tiquinho, que estava no meio das substituições, foi lá e converteu. Um a um!
Sampaioli, enfurecido, tirou um volante e jogou Junior Santos na partida. A vibe era de “Deus nos acuda” pro Galo, com um jeito bem insano de atacar. Foram dezesseis minutos de acréscimos nessa onda de tudo ou nada.
Aos 48, Dudu entrou no lugar de Cuello, e a loucura estava instalada. Foram duzentos escanteios pro Galo nesses últimos 16 minutos. Diógenes, que entrou no lugar de Brazão, estava se esticando pra todo lado. A cada jogada, ele parecia um verdadeiro goleiro consagrado. No final das contas, o resultado moral ficou com o Santos, que, mesmo com um a menos, conseguiu empatar e se segurou heroicamente. Um a um!
Fonte: uol.com.br