Ex-árbitros analisam as polêmicas de Palmeiras x River e detonam juiz
O jogo entre Palmeiras e River Plate, onde o Verdão saiu vitorioso com um 3x1, foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, não só para os torcedores, mas também para quem estava de olho na arbitragem. A presença do uruguaio Andrés Matonte no apito trouxe à tona várias polêmicas, e nós fomos ouvir ex-árbitros para entender melhor os lances conturbados que rolaram no Allianz Parque.
Lance 1: O toque de mão polêmico
Aos 27 minutos do primeiro tempo, Flaco López fez um cruzamento e Montiel, na tentativa de afastar o perigo, chutou a bola que acabou acertando Galoppo na mão. A torcida palmeirense ficou furiosa, pedindo pênalti, mas Matonte não marcou nada. O que os ex-árbitros têm a dizer sobre isso?
- Manoel Serapião: "O toque foi acidental! A bola bateu na mão do Galoppo sem intenção de fazer falta. Como a bola veio de um companheiro de equipe, não é pênalti."
- Alfredo Loebeling: "É igual ao que já foi decidido em outras situações! Se a bola vem de um colega, a regra diz que não se deve marcar pênalti."
- Ulisses Tavares: "Sinceramente, eu teria marcado pênalti! O braço do Galoppo estava aberto na hora do chute."
- Guilherme Ceretta: "Foi um toque acidental, nada a marcar nesse lance."
Lance 2: Faltas e cartões ao Vitor Roque
Ainda no primeiro tempo, Vitor Roque deu um tapa na bola após um bate-rebate e foi claramente derrubado por Rivero, mas Matonte mais uma vez optou por não marcar a falta. Os jogadores do River cercaram o atacante palmeirense. Veja o que disseram os especialistas:
- Manoel Serapião: "Faltou atenção aqui! O Vitor Roque foi derrubado, e o defensor do River merecia o amarelo."
- Alfredo Loebeling: "Com certeza, foi falta e cartão amarelo. O Vitor estava fazendo uma jogada bem precisa."
- Ulisses Tavares: "Claramente foi falta e cartão amarelo para o Rivero!"
- Guilherme Ceretta: "Definitivamente uma falta, e o jogador do River deveria ter sido punido com amarelo."
Lance 3: Confusão em menos de 10 segundos
Na etapa final, a coisa ficou doida com o lateral do River. Em questão de dez segundos, ele se envolveu em três situações polêmicas. Primeiro, deu um empurrão em Vitor Roque. Depois, Acuña quase cabeceou Emiliano Martínez, que saiu do banco para tentar defender o companheiro. Para completar, Acuña ainda pisou em um reserva palmeirense. O juiz aplicou cartão amarelo, mas a polêmica seguiu. Confira como os ex-árbitros analisaram:
- Manoel Serapião: "Pelo empurrão, o Acuña merecia cartão amarelo, assim como foi para o Weverton. A cabeçada, não vi."
- Alfredo Loebeling: "Se o Acuña tivesse acertado uma cabeçada, a expulsão seria certa! E o pisão? Isso é falta grave, deveria ser vermelho."
- Ulisses Tavares: "O cartão amarelo foi bem aplicado, mas com esse tumulto todo, o juiz poderia ter expulsado jogadores de ambas as equipes."
- Guilherme Ceretta: "Se fosse na Argentina, um jogador do Palmeiras já tinha ido pra rua. A arbitragem na Libertadores, no Brasil, é uma piada!"
Considerações Finais
A visão unânime dos ex-árbitros é de que Andrés Matonte falhou em várias situações. As críticas foram duras, e muitos destacaram que a arbitragem atrapalha a dinâmica das partidas na Libertadores.
- Ulisses Tavares comentou: "Uma arbitragem fraca! Ele só soube contemporizar, o que é uma pena."
- Alfredo Loebeling completou: "Se perdeu no jogo, e isso era esperado. Apitou mal para ambos os lados."
- Guilherme Ceretta foi incisivo: "Incrível como a arbitragem atrapalha! Parece que jogamos fora de casa, mesmo jogando em casa."
E assim, o jogo entre Palmeiras e River Plate não foi apenas marcado pela vitória do Verdão, mas também por uma arbitragem que deixou muitos torcedores e especialistas insatisfeitos. No fim das contas, fica o questionamento: será que as regras são as mesmas para todos?
Fonte: uol.com.br