Uma Homenagem a Paulinho e Paulo Soares: Dois Grandes Nomes que Deixaram Saudade
Despedidas que Marcam o Coração
Ah, segunda-feira... Não poderia ser pior, né? Começou com a tristeza batendo à porta depois daquela partida tensa do Corinthians contra o Flamengo, onde o placar ficou 1 a 2. Depois de finalizar o Fim de Papo no UOL, já estava me preparando para dormir quando recebi uma mensagem que me deixou chocado: “Casa, que tristeza! Acabei de receber uma notícia dizendo que o Paulinho faleceu. Estou abalado.”
Lembranças do Paulinho
Paulinho tinha um papel sensacional no time da Democracia Corinthiana. Ele não era apenas mais um volante; era o cara que desarmava, dava suporte e ainda ajudava os craques como Sócrates e Zenon a brilharem em campo. E o que dizer do talento dele? O homem, apesar de ser um craque defensivo, também era mestre no passe e se jogava no ataque como ninguém.
Tive a sorte de me dar bem com o Paulinho. Ele era engraçado, amava dar apelidos e, claro, arrasava no violão. Nos conectamos logo de cara, principalmente porque ele também era apaixonado por música. Lembro do nosso primeiro jogo juntos pós-Caldense, lá em Salvador, contra a Catuense. Após a partida, ficamos na piscina do hotel e o Paulinho começou a tocar violão. Como só conhecia bem o zagueiro Vagner, foi a música dele que me ajudou a me enturmar com os outros jogadores.
Ele, que era pernambucano e tinha vindo do Náutico, adorava os grandes ícones da música nordestina dos anos 70/80, e eu sou fã também! Então, ele tocava e eu cantava Belchior, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Moraes Moreira e até Caetano e Gil. Que saudade!
Uma Perda Imensurável
A tristeza é grande. O Paulinho partiu muito cedo, aos 68 anos, e eu guardarei sempre a lembrança dos dois títulos paulistas que conquistamos juntos em 1982/83. Beijo, Paulinho! Você era um cara incrível!
Nosso Amigão, Paulo Soares
E não parou por aí. Acordei na segunda e, ao checar meu celular, fui atingido por outra notícia dolorosa: a morte do Paulo Soares, nosso querido “Amigão”. Comecei na ESPN logo no começo do canal e tive a honra de fazer vários jogos ao lado dele. A espontaneidade e o jeito divertido do Paulo sempre me deixaram tranquilo e confortável para ser eu mesmo.
E olha, o que vocês viram no Sportcenter da ESPN, com ele e o Antero Greco, era a mais pura verdade. O Paulo era autêntico — sempre com um sorriso no rosto e fazendo todo mundo se sentir à vontade. Um narrador e apresentador sensacional, além de ter um caráter admirável.
Então, um abraço gigante para você, Amigão! E faz um favor: manda um beijo tão grande quanto esse para o Antero, que foi meu diretor no Estadão e meu parceiro de comentários na ESPN.
Meus sentimentos vão, de coração, para as famílias dos meus amigos Paulinho e Paulo Soares. Que eles descansem em paz!
Fonte: uol.com.br