Não há culpados? Colunistas debatem a absolvição dos réus do incêndio no Ninho
Vamos falar de algo pesado. A absolvição dos réus do incêndio no Ninho do Urubu levantou um turbilhão de reflexões sobre como o Brasil ainda luta para responsabilizar culpados por tragédias. Claudia Klein e Fabíola Andrade comentaram sobre essa situação no podcast “Fim de Papo” e a discussão não poderia ser mais relevante.
Tragédias sem Responsáveis
O que rola no Brasil é que, apesar de não termos vulcões ou furacões, ainda enfrentamos tragédias que parecem não ter dono. Como é o caso da Boate Kiss, do desastre em Mariana e, claro, do incêndio no Ninho do Urubu. Ninguém assume a responsabilidade! E o que é mais triste é que estamos falando de crianças e adolescentes. Sim, mais do que apenas jogadores de futebol – eram jovens sob a égide de um dos clubes mais ricos do país, o Flamengo, e que perderam a vida de forma tão trágica.
Alícia Klein lamentou:
“Como assim não tem culpados? Imagine deixar seu filho sob os cuidados do Flamengo e ele não estar mais aqui com você. Alguém precisa pagar por isso!”
Fabíola Andrade complementou a angústia dessa situação. O que mais impressiona é que, no fim das contas, engenheiros e diretores parecem ficar completamente isentos. Até o presidente do Flamengo, que já tem mais de 70 anos, parece ter um aval natural por conta da prescrição do crime. Como pode?
O Impacto no Futebol
Mudando um pouco de foco, o bate-papo também trouxe à tona o desempenho de jogadores. Léo Ortiz, por exemplo, é destacado como alguém que, mesmo vestido de terno, se destaca em campo.
Yara Fantoni comentou:
“Ele tira a camisa e joga bonito! Além de ser fundamental na defesa, é um líder e contribui no ataque.”
Por outro lado, houve um toque na situação do Cuca, que aparentemente estava buscando um ataque mais ágil no Atlético. Ao que parece, ele já tinha percepções sobre o desempenho do Hulk e o impacto de retirá-lo do elenco, que seria um desafio considerando a torcida.
O Futuro dos Jogadores
Por fim, uma reflexão sobre o futuro de jogadores como o Endrick. A pressão de ir para a Europa e ter que voltar rapidamente ao Brasil é um peso enorme. Para ele, isso poderia soar como um sinal de fracasso.
Alícia Klein ressaltou:
“Imagino que, em relação ao futuro da carreira dele, a equipe vai tentar assegurar uma proposta que faça sentido e que ajude no crescimento dele.”
Em resumo, essa conversa traz à tona não apenas a questão da responsabilidade em tragédias, mas também a pressão que os jogadores enfrentam em suas carreiras. Isso tudo é um lembrete de que a luta por justiça ainda está longe de acabar, tanto fora quanto dentro dos campos.
Fonte: uol.com.br