Carrascal brilha em um jogo tenso e desafiador
Vamos falar sobre o jogo
Na manhã dessa quarta-feira (22), no UOL News Esporte, dei minha opinião sobre o duelo entre Flamengo e Racing e já adiantei que não seria um passeio para nenhum dos lados. O Racing, como todos sabemos, tem se mostrado o melhor time argentino em competições internacionais nos últimos anos. Eles não só eliminaram o Corinthians, como também deram um baile no Cruzeiro na final da Sul-Americana e, neste começo de ano, foram campeões da Recopa Sul-Americana, vencendo o Botafogo em casa e fora!
O modo de jogar do Racing
Esse time é conhecido pela sua marcação agressiva e um ataque potente. E foi assim que vieram ao Maracanã, lotado com a massa rubro-negra, para encarar o Flamengo.
No primeiro tempo, o jogo estava bem equilibrado, mas o Racing teve as duas melhores oportunidades, enquanto o Flamengo parecia sufocado pela forte marcação do adversário.
Dificuldades do Flamengo
Os rubro-negros encontraram dificuldades principalmente pela falta de espaço e pela intensidade com que o Racing, comandado por Gustavo Costas, jogava. Mesmo com um elenco mais qualificado e técnico, o Flamengo tinha dificuldades em lidar com um time tão incisivo. Apesar de ter mais posse de bola, criaram pouquíssimas oportunidades no primeiro tempo.
No segundo tempo, o Flamengo começou mostrando mais presença, mas enfrentou os mesmos obstáculos, ainda que com um toque mais agressivo, graças a algumas mudanças feitas pelo Filipe Luís. No entanto, os erros de passe — que podem ser causados pela ansiedade — aumentaram, e o Racing se aproveitou bem disso.
O momento decisivo
Ter mais posse de bola, chutar mais a gol sem efetividade e conseguir um volume de jogo não significa que estejam jogando melhor. A jogada mais perigosa do Flamengo só aconteceu aos 77 minutos. Samuel Lino teve um bom chute, mas o goleiro Facundo Cambeses fez uma defesa incrível.
O grande problema para os flamenguistas foi a pressa. A busca pelo gol fez com que o time errasse muito o penúltimo passe, o que é compreensível em uma semifinal, em casa e com a pressão de vencer. Mas, aos 87 minutos, surgiu a jogada decisiva. Bruno Henrique avançou em velocidade, chutou e o goleiro defendeu, mas no rebote, Carrascal — que foi o destaque do Flamengo — garantiu o gol que salvou a noite da torcida.
Uma vitória suada
Com a insistência e a pressão dos flamenguistas, a vitória chegou, e isso dá um alívio para o segundo jogo da próxima semana. Mas não vai ser fácil, porque o Racing certamente virá com tudo atrás da vitória, buscando ao menos levar a decisão para os pênaltis.
No fim, o Flamengo saiu com a vitória por 1 a 0, que foi merecida, mas ainda têm pela frente um adversário que dá muito trabalho em campo!
Fonte: uol.com.br