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Só um milagre salva o Palmeiras amassado pela LDU

Se você ainda não sabe, aqui a coisa funciona assim: eu escrevo durante os jogos, desenrolando minhas impressões e análises na medida em que a partida rola. Então, bora falar do que rolou!

A escolha de Abel Ferreira

Abel Ferreira apostou em Carlos Miguel, mesmo com o experiente Marcelo Lomba disponível. Vai entender, né? O cara, embora bem mais “manjado” da altitude, acabou perdendo a vaga para o titular novato.

A troca de Murilo no lugar de Fuchs foi sensata, mas as substituições de Aníbal Moreno e Maurício por Emi Martinez e Raphael Veiga deixaram um clima de insegurança no ar. E quem já viu o erro do Aníbal no Maracanã vai entender que isso pode ter pesado na decisão.

LDU em cima

O início do jogo em Quito foi de deixar qualquer um de cabelo em pé, com a LDU dominando completamente. Logo de cara, Carlos Miguel fez uma defesa importante, o que parecia ser um bom sinal para ele. Mas, em seguida, ele espalmou um chute que passaria longe do gol – nervosismo puro!

E não demorou muito para a LDU abrir o placar. Aos 16 minutos, Khellven não conseguiu acompanhar Quiñonez, que deixou Villamil livre para marcar: 1 a 0. O Palmeiras estava grogue e se arrastando no ringue!

E a coisa só piorou aos 26 minutos com um pênalti duvidoso marcado pelo árbitro argentino. A bola bateu no ombro e no braço de Andreas Pereira. Eu, particularmente, não marcaria, mas... o juiz decidiu!

Momento crítico

A situação ficou realmente feia para o Palmeiras. As faltas finalizações foram todas para as nuvens e era raro ver o time de Abel tão desorganizado. No intervalo, o 2 a 0 já era uma preocupação enorme, especialmente porque no segundo tempo a altitude costuma fazer estragos.

Mesmo com Vitor Roque se esforçando, ele teve até um momento constrangedor, onde errou feio. Mas não se preocupem, porque aos 41, Veiga conseguiu deixar Roque na cara do gol, mas o goleiro Dominguez apareceu com uma defesa espetacular.

Infelizmente, a LDU ainda fez 3 a 0 com Villamil novamente, que concretizou jogada em cima de Murilo. Carlos Miguel não teve culpa dessa vez, mas a pressão já começava a aumentar: será que ele seria rotulado como “goleiro chama gol”?

Virada impossível?

Após um primeiro tempo horrível, Abel sabia que precisava mudar muita coisa no intervalo. Ele trocou Khellven e Veiga por Giay e Sosa e tudo parecia ser uma tentativa de milagre. Afinal, o que restava? O empate soava como um sonho distante.

Logo no primeiro minuto da segunda etapa, o veterano Dominguez, um titular na seleção equatoriana, foi fundamental. O Palmeiras buscava uma reação, mas era como bater em ponto de faca. Tiago Nunes, o treinador da LDU, manteve o time sem mudanças, preparando tudo para um xeque-mate.

Desespero e esperança

Já aos 64 minutos, Jefté substituiu Felipe Anderson, enquanto o Palmeiras tentava, vejam só, com todas as forças. A tal da LDU tinha se classificado em primeiro lugar no grupo do Flamengo e já havia eliminado equipes como o Botafogo e o São Paulo, então ninguém estava certo do que acontecer.

Bruno Rodrigues entrou no lugar de Vitor Roque aos 82 e teve a chance de ver Dominguez fazer literalmente um milagre para evitar um gol de Sosa. Para o lado do Palmeiras, a única esperança era o 0 a 0 na segunda etapa, já que perder 3 a 0 é complicado.

E, ao final, após 25 partidas sem perder para times estrangeiros na Libertadores, o Palmeiras sentiu o gosto da derrota. Até a invencibilidade no torneio foi pro espaço.

Conclusão

3 a 0 é um resultado duro, e nem a expulsão do serelepe Brian Ramirez, que poderia ser uma boa notícia, consegue aliviar a dor. Resta esperar e ver se há um milagre à vista para o Verdão.

Fonte: uol.com.br

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