Um Flamengo Distante de Suas Raízes
A Inocência da Infância e a Realidade Atual
Olha, o Flamengo que eu aprendi a temer e a respeitar quando era moleque não é nem de longe o mesmo que entra em campo hoje. O que vejo agora é um time mais imponente, mais confiante, mas que, na boa, tá menos humilde e menos vibrante.
Naquela época, sentir o Maracanã vibrando enquanto torcia para o rival era quase como se eu me sentisse menor. O Flamengo daquela época era uma máquina de emoções: absurdamento, sublimação, até uma pontinha de inveja. A torcida? Um verdadeiro espetáculo! Não parava nunca e o time brigava por cada bola, buscando resultados improváveis e suando sangue em campo.
O Rival e o Conhecimento
Quem é flamenguista sabe que, por conta da sua rivalidade com os outros grandes do Rio, o Flamengo é o time que mais conhecemos. Por isso, posso afirmar isso com segurança: o Flamengo de hoje não tem nada da verdadeira essência do clube.
Uma Apatia em Campo
Esse time atualmente parece apático, acreditando que a vitória virá fácil a qualquer momento. Joga em casa, mas a torcida também precisa ser acordada de vez em quando. Antigamente, a torcida levava o time junto, interagia de verdade.
Claro, esse Flamengo pode ganhar a Libertadores ou o Brasileiro, mas eu duvido que consiga resgatar suas raízes. Acho que o Francisco Horta, aquele presidente tricolor famoso, provavelmente entendia muito mais da alma rubro-negra do que os caras que estão dirigindo o clube hoje.
Respeito e Grandeza
O que fazia o Flamengo tão gigante era justamente a humildade de não se achar melhor que os outros. Essa atitude rendia um respeito e admiração genuínos, porque durante muito tempo, sim, ele realmente foi melhor.
Agora, sinceramente, o Flamengo de hoje me parece sem alma, sem espírito. É triste dizer isso, mas, separados de suas verdadeiras raízes, acredito que o time terá dificuldade para conquistar as duas taças que tanto deseja.
O Desafio do Reencontro
Se conseguir reencontrar sua essência, quem sabe! Mas, se ganhar assim mesmo, o clube pode acabar em uma jornada delirante, cada vez mais distante de si mesmo. E, chega uma hora, que mesmo olhando para o passado, ele não vai conseguir se enxergar.
Vamos ver, torcendo para que esse reencontro aconteça!
Fonte: uol.com.br