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Lucas Strabko: Acusações Pesadas de Violência Doméstica

O jornalista esportivo Lucas Strabko, mais conhecido como Cartolouco, agora está enfrentando novas acusações de violência doméstica, vindas de uma terceira mulher. Desde março deste ano, ele já era alvo de investigações da Polícia Civil de São Paulo por lesão corporal, violência psicológica, injúria e dano, como o portal UOL reportou em 9 de abril. O caso, para piorar, corre em segredo de Justiça.

Histórico Conturbado

Em 2023, uma ex-namorada dele já havia conseguido uma medida protetiva contra Strabko. Recentemente, novas informações de relacionamentos anteriores começaram a vir à tona, revelando um padrão de abuso e agressões. Ao todo, 11 testemunhas conversaram com a reportagem, mas muitas pediram para ficar anônimas por medo de represálias. Uma amiga de Maria, uma das ex-namoradas, contou: "Tenho medo que o Lucas faça algo contra ela ou até mesmo contra mim."

O silêncio e as ameaças

Após uma matéria do UOL em 2020, a vítima começou a sofrer ameaças. Enquanto Lucas estava confinado no reality show A Fazenda, seus pais chegaram a fazer contato com a mãe da ex-nora, sugerindo um processo por calúnia e oferecendo cinco anos de terapia se ela mantivesse silêncio. Sabia que esse não era o caminho e decidiu se afastar. Para garantir sua segurança, mudou-se para o exterior, onde vive atualmente.

Relatos de um Relacionamento Abusivo

Maria e Lucas se conheceram em 2014, quando ela tinha apenas 21 anos, e o relacionamento durou até 2019. Durante a reportagem, várias testemunhas confirmaram que eram frequentes as cenas de violência e os abalos emocionais.

A difícil realidade de Maria

Lucas afirmou em resposta à reportagem: "É lamentável e triste ter que me posicionar sobre um relato amplamente falso." Ele, em sua defesa, tenta minimizar as acusações, mas o que se revela nos relatos é bem diferente.

Os primeiros meses do namoro já mostraram sinais de controle e ciúmes exacerbados. Maria contou que houve momentos em que Lucas a agrediu fisicamente. Um dos episódios mais chocantes ocorreu durante uma discussão sobre traições: "Do nada, ele começou a me socar dentro do carro. Eu só conseguia me encolher."

Outra situação violenta aconteceu em um passeio em família. Lucas agrediu Maria na sacada, expondo-se a ela para os outros e dizendo que ela era "uma puta". O ato foi presenciado por suas primas, que confirmaram a agressão e até pediram as imagens da câmera do elevador onde a ocorrência aconteceu.

Apoio e solidão

Apesar dos relatos de amigos e familiares sobre o relacionamento abusivo, Maria hesitou em ir à polícia. "Ela compartilhava as microviolências, mas, com o tempo, foi parando e inventando desculpas."

Diversas testemunhas do curso na Cásper Líbero confirmaram que a situação de abuso era conhecida entre os colegas. Muitos tentaram se oferecer para acompanhar Maria à delegacia, mas ela sempre cedia à pressão de Lucas e acabava desistindo.

Consequências e consequências

Maria foi diagnosticada com Transtorno Misto Ansioso Depressivo (TMAD) e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), resultado de meses de abuso psicológico e físico. Ao longo do tempo, ela menciona que as agressões se tornaram quase rotina, especialmente quando Lucas foi transferido do São Paulo para o Rio de Janeiro, o que intensificou a violência.

No entanto, a história de Maria não é a única. Muitas pessoas a cercavam durante o relacionamento, mas ao perceberem o controle extremo que Lucas exerceu sobre ela, acabaram se afastando.

Reflexões sobre o abusador

Maria reflete: "Hoje, o único sentimento que ficou, além de nojo, é arrependimento por não ter feito algo para impedir que ele continuasse agredindo outras mulheres."

As vozes que vinham ajudando Maria estão ecoando, pedindo que os episódios de violência sejam ouvidos e que os responsáveis sejam responsabilizados. Essa história é um lembrete forte de que a violência doméstica existe e deve ser combatida com seriedade.

Fonte: uol.com.br

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