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A Hipocrisia e o Apoio da Fatal Models ao Futebol Brasileiro

A Fatal Models é uma grande aliada do futebol brasileiro, mas seu apoio é quase um segredo de estado. Esse grupo, que opera com a ideia de acompanhantes e conteúdo adulto, é atacado por muitos que defendem a família tradicional. Curiosamente, quem reclama da presença da Fatal no futebol não tem o mesmo problema em ver casas de apostas se espalharem pela sociedade. E, adivinha? Muitos desses críticos são os mesmos que contratam (em total sigilo, claro) serviços de trabalhadoras sexuais.

Um Olhar sobre a Prostituição

Antes de mergulharmos nos detalhes da proposta que a Fatal fez ao Corinthians, é bom falar um pouquinho sobre prostituição. Provavelmente, teremos um rebuliço quando essa notícia pipocar. Quando se menciona trabalho sexual, rola um certo peso de vergonha. Mas vale destacar que, na real, essa vergonha está mais ligada a quem vende do que a quem compra.

Por que será que receber por relações sexuais é visto como ofensivo? Afinal, o que acaba moldando as relações entre homens e mulheres? Troca. Quantos casamentos ainda se sustentam nessa ideia de "eu te sirvo, você me paga"? O casamento, em sua essência, é a legitimação dos serviços sexuais de uma mulher para um homem. E isso é uma verdade que incomoda.

Mais Verdades Incômodas

Em uma sociedade onde a diferença de gênero impera, muitos homens pagam por sexo para escapar de responsabilidades afetivas. Sem telefonemas, cuidados em caso de adoecimento ou discussões sobre o relacionamento. É um contrato simples, sem enrolação. Como uma vez uma trabalhadora sexual me disse: “o lugar mais honesto do mundo é o prostíbulo.”

A Segurança das Trabalhadoras Sexuais

Falando um pouco sobre segurança, um dos grandes problemas da prostituição deslegitimada é a falta de proteção para as profissionais. Empresas como a Fatal, diferente das casas de apostas, pagam impostos — assim como as trabalhadoras sexuais registradas. E adivinha? As casas de apostas, essas sim, podem passar batido. No Brasil, a prostituição não é ilegal, e existe todo um código CNAE para que as profissionais possam regularizar sua renda na declaração de imposto de renda.

Trabalhadoras sexuais que se organizam em plataformas como a da Fatal garantem sua própria segurança. Aliás, o Dia Internacional da Prostituição foi comemorado ontem, dia 2 de junho. Essa data existe para incentivar conversas sobre como proteger essas profissionais e reconhecer um serviço que existe há milênios, ainda super popular entre homens de diferentes idades e classes sociais. Na plataforma da Fatal, são mais de 22 milhões de usuários e 80 mil acompanhantes ativos, totalizando impressionantes 54 milhões de visitas mensais. Um dos sites mais acessados do Brasil, com cerca de dois bilhões de visualizações por mês. E quem utiliza a Fatal? A mesma galera que curte futebol.

Um Brinde à Hipocrisia?

A Fatal parece incomodar mais que as casas de apostas, e isso revela mais sobre quem consome seus serviços do que sobre quem os oferece. Só uma sociedade realmente adoentada tentaria esconder o trabalho sexual enquanto celebra os lucros das casas de apostas. Pelo que consegui apurar, a proposta da Fatal ao futebol feminino do Corinthians poderia ser histórica: cinco milhões para estampar Fatal Fans (um concorrente do OnlyFans) nos calções, além de campanhas anti-machistas. E não para por aí, haveria verba para o futebol masculino, futsal e basquete, somando quase 20 milhões de reais.

As negociações estão a todo vapor há quase um mês, e se tudo der certo, será um marco para o futebol feminino do Corinthians. Encarar esse convite de frente seria um passo importante para enfrentar a hipocrisia e o conservadorismo. Que tal brindar a isso? ??

Fonte: uol.com.br

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