Impeachment do Presidente do Corinthians: O Que Está Acontecendo?
Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians resolveu agir e protocolou, nesta quarta-feira, um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. O que tá pegando? Vamos dar uma olhada!
As Acusações
O documento, que o UOL teve acesso, alega que a gestão atual cometeu várias irregularidades, especialmente nas contratações de empresas que lidam com segurança e controle de acesso do clube. Os autores do pedido pedem que o Conselho Deliberativo abra um processo de impeachment, afirmando que isso viola o Estatuto Social do Corinthians e pode também infringir várias leis esportivas e civis.
Os Casos em Foco
- Mega Assessoria Operacional: Essa empresa está na mira do Ministério Público de São Paulo, pois prestou serviços ao Corinthians sem um contrato formal. O pedido de impeachment se baseia muito nesse caso.
- Bear Security Ltda.: Outro ponto que chama a atenção é a contratação dessa empresa, que também foi citada no documento. Eles são do Rio de Janeiro e passaram a trabalhar para o Corinthians durante a gestão do Osmar.
O Ministério Público está analisando a contratação da Mega para administrar o acesso em lugares importantes do clube, como o Parque São Jorge, o CT Joaquim Grava e a Neo Química Arena. A investigação começou depois que surgiram dúvidas sobre a prestação de serviços sem contrato, além da emissão de notas fiscais para justificar pagamentos que foram feitos.
Valores e Discrepâncias
Os documentos que o UOL já conseguiu acesso revelam que o Corinthians pagou cerca de R$ 676 mil para a Mega. O inquérito também está averiguando se as notas fiscais apresentadas estavam corretas, já que algumas precisaram ser trocadas por conta de inconsistências.
Os membros do grupo que pediu o impeachment afirmam que a contratação foi feita sem seguir as normas do clube para formalizar despesas. Eles argumentam que os controles internos não foram utilizados.
Mais Detalhes
Além do caso da Mega, o pedido também traz à tona questões sobre a Bear Security Ltda. Segundo os autores, essa contratação não teria passado por uma concorrência formal e ainda faltariam registros administrativos que comprovassem como o clube tomou essa decisão.
E tem mais! A Bear teria recebido cerca de R$ 586 mil do Corinthians, mesmo sem ter a regularização necessária com a Polícia Federal para atuar na segurança privada. Curiosamente, essa empresa já prestava serviços para a família de Osmar Stabile antes de serem contratados pelo clube.
As informações sobre a Bear foram, de primeira mão, divulgadas pelo site Sport Insider. Em resposta, o Corinthians alegou que seguiu todos os procedimentos internos de compliance e que a escolha da empresa se deu por causa da confiança com os profissionais envolvidos.
Próximos Passos?
O pedido de impeachment foi assinado por um grupo de oposição, que inclui figuras como o ex-vice-presidente Antonio Roque Citadini, além de ex-dirigentes como Fernando Perino, Marcelo Mandel e Yun Ki Lee. Eles pedem que o Conselho Deliberativo aceite e processe o pedido, e que também informe o Ministério Público de São Paulo sobre os acontecimentos. Além disso, eles querem que uma auditoria independente seja feita para investigar as contratações emergenciais e pagamentos feitos sem contrato formal.
Esse novo pedido surge em meio às investigações que o Ministério Público já está realizando sobre a Mega e aumenta a pressão política sobre a gestão do Corinthians. Acompanhemos os desdobramentos dessa novela!
Fonte: uol.com.br