·Fernando del Cantão·Marquinhos e os Desafios da Carreira
Quando o assunto é pressão, Marquinhos sabe bem do que está falando. O capitão da seleção brasileira, que vai defender o país na Copa do Mundo a partir do dia 11 de junho, relembra um dos momentos mais difíceis da sua carreira. Ele não hesita: “Com certeza foi o pênalti que eu perdi na Copa do Mundo. Doeu muito, doeu muito.”
O Drama do Pênalti
Naquela ocasião no Mundial do Qatar, a cobrança do zagueiro encontrou a trave esquerda do goleiro Livakovic, da Croácia. O resultado? A eliminação do Brasil nas quartas de final. “Foi o último, e ver o time adversário comemorando na sua frente é doloroso,” desabafa Marquinhos em entrevista ao programa Fala Ai - Especial Copa, do Canal UOL.
Durante aquele momento turbulento, ele confessa que olhava suas redes sociais e recebia muitas críticas, principalmente em uma foto com seu filho. “O futebol é cheio de emoções e é preciso saber lidar com os altos e baixos. A responsabilidade que temos, dentro e fora do campo, é enorme,” reflete o jogador.
A Nova Fase de Marquinhos
Mas o Marquinhos de hoje é bem diferente. Após conquistar dois títulos da Champions League pelo PSG, ele está pronto para reescrever sua história. Em uma conversa descontraída com Yara Fantoni, em sua casa em Paris, o zagueiro de 31 anos falou sobre as expectativas para a seleção e a chegada do técnico Carlo Ancelotti.
“Desde criança, sonhar em ganhar uma Copa do Mundo é um desejo forte.” Ele lembra de um momento especial nas Olimpíadas de 2016, quando previu o ouro contra a Alemanha. “Sonhei que seríamos campeões, e acabou acontecendo!”
Hoje, essa mesma ambição queima dentro dele: “Para este ano, ganhar a Copa é o que me motiva a treinar e a estar sempre preparado.”
O Impacto de Ancelotti
A chegada de Carlo Ancelotti é vista por Marquinhos como uma virada oitava na trajetória da seleção brasileira. Apesar de não terem trabalhado juntos em clubes, o capitão vê Ancelotti como um mentor que conhece bem o caminho do sucesso.
“Ele é um treinador muito experiente, já venceu em várias ligas,” diz Marquinhos. “É impressionante como ele se adaptou à cultura brasileira. Já tá se virando bem no português e tem um bom papo com a gente.”
Amizade e Companheirismo
Antes da final da Champions League 2024/25, que resultou em um título inédito para o PSG, Marquinhos recebeu um telefonema especial de Neymar. “Ele me desejou sorte e animou bastante nessa reta final. Nossa amizade é forte e já atravessou momentos importantes como Olimpíadas e Copas do Mundo.”
Agora, ambos estão prontos para buscar o hexa, mas com contextos diferentes. Marquinhos como titular absoluto e Neymar tentando se recuperar de problemas físicos. "Eu confio que ele irá bem, e todos nós queremos vê-lo brilhando na Copa," afirma.
O Início no Terrão
Antes de se destacar no PSG e nas Copas, Marquinhos começou sua trajetória no terrão do Parque São Jorge. Ele subiu para o time profissional do Corinthians ainda bem jovem e fez parte do grupo que conquistou a Libertadores em 2012.
Curioso é que, mesmo sem ter jogado a campanha do título, Marquinhos era o dono da camisa 10, o único número disponível após a saída do Adriano Imperador. “Fui a novidade com a 10 da nossa Libertadores. Uma história que levo comigo e que todo corintiano conhece.”
Após a vitória, com apenas 18 anos, foi vendido para a Roma e, em seguida, para o PSG. Agora, após 13 temporadas na capital francesa e 10 títulos franceses, fala sobre o futuro com cuidado. “Tenho contrato até 2028. Se um dia eu voltar para o Brasil, quero estar bem, especialmente no Corinthians, que é meu clube desde pequeno. Voltar em boa forma é essencial.”
E é assim que Marquinhos segue, focado e determinado, com os olhos setados em grandes conquistas e em honrar sua trajetória no futebol brasileiro!