Polêmica no São Paulo: Indiciamento de Olten Ayres de Abreu Júnior Por Falsidade Ideológica
A história do momento no São Paulo não é nada tranquila. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, foi indiciado pela Polícia Civil por falsidade ideológica. A suspeita? Ele teria forjado um parecer do Conselho Consultivo do clube, que, aparentemente, dava sinal verde para a reforma estatutária que abriu as portas para a criação de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Olten, claro, negou todas as irregularidades (mais detalhes sobre a defesa dele adiante).
O Que A Polícia Descobriu?
De acordo com o relatório final do inquérito, há provas concretas contra Olten. Ele foi acusado de inserir uma declaração falsa em um documento relacionado à reforma estatutária em dezembro de 2025. Tudo começou quando o departamento jurídico do próprio São Paulo enviou uma notícia-crime, o que motivou uma investigação mais profunda. O presidente do clube, Harry Massis, fez um pedido à Comissão de Ética para afastar Olten cautelarmente enquanto tudo era apurado.
O Que Está Em Jogo?
O foco da investigação é um parecer que deveria ter sido discutido pelo Conselho Consultivo, mas, pasmem, a polícia concluiu que esse Conselho nunca se reuniu para falar sobre o tema. Essa simulação, segundo a polícia, legitimizou a reforma, configurando a tal falsidade ideológica prevista no artigo 299 do Código Penal.
Os Fatos
- Data Importante: Em 17 de dezembro de 2025, o então presidente Julio Casares trouxe à tona a proposta da reforma.
- Rápida Tramitação: O parecer foi enviado a José Eduardo Mesquita Pimenta, o presidente do órgão, e ao secretário Ives Gandra da Silva Martins, em um piscar de olhos, o que levantou suspeitas.
- Denúncia de Irregularidade: Dois dias antes do parecer ser assinado, vazaram áudios sobre um esquema ilegal de camarotes no Morumbi. A coisa estava esquentando!
Mais tarde, em 24 de abril deste ano, Pimenta e Gandra enviaram um e-mail a Olten afirmando que o parecer não era oficial, pois nunca houve uma reunião para discutir a reforma. Descobriu-se que o texto foi redigido por um tal de "Dr. Guilherme", que, segundo o UOL, é o advogado Guilherme Salutti. Olten teria solicitado diretamente a ele uma versão do parecer!
Contradições na História
Salutti, que já estava prestando serviço ao clube em várias áreas, disse que Olten mandou ele preparar a minuta, assegurando que Pimenta e Gandra já haviam discutido o assunto. Todavia, essa versão aparece em conflito com o que os conselheiros relataram. O advogado mencionou que Olten monitorou todo o processo e aprovou o texto.
A história se complica ainda mais, já que várias mensagens relevantes foram apagadas por conta da função de mensagens temporárias.
- Tramitação do Documento: O texto chegou a Pimenta às 14h31, foi assinado em 20 minutos e retornou para Gandra às 16h52.
Pimenta, em seu depoimento, declarou que desconhecia completamente o texto e nunca o discutiu com Olten. O ritmo frenético do processo levou Pimenta a renunciar ao cargo!
Servindo de Vítimas?
Tanto Pimenta quanto Gandra alegam que receberam a minuta pronta para assinar, ressaltando que não houve discussão anterior. Para a investigação, eles parecem ser as vítimas nessa história complicada.
A polícia acredita que o parecer já nasceu falsificado, pois foi apresentado como se fosse um parecer oficial do Conselho Consultivo, que, segundo a apuração, nunca se reuniu para debater o tema.
A Defesa de Olten
Durante seu interrogatório, Olten negou qualquer irregularidade. Ele afirmou que o Conselho Consultivo não precisava se reunir e que o parecer era meramente opinativo. Porém, a polícia encontrou contradições: o ofício que ele enviou mencionava que o assunto foi apresentado "ontem" (16 de dezembro de 2025), enquanto o documento de Casares é do dia 17.
Em uma nota à imprensa, Olten disse que recebeu o indiciamento "com tranquilidade" e que está ansioso para ter acesso completo ao relatório da Polícia Civil para entender a fundo a investigação.
Olten reafirma que, apesar do indiciamento, isso não significa que ele será denunciado pelo Ministério Público, e ele nega ter praticado qualquer falsidade ideológica ou buscado benefício pessoal. Ele se comprometeu a colaborar com as autoridades e afirmou que sua defesa tomará as medidas necessárias assim que tiver acesso ao caso.
Qual é o Próximo Passo?
O caso agora segue para o Ministério Público de São Paulo (MPSP), onde eles podem decidir se denunciadorão Olten, solicitarão mais investigações ou até arquivem o inquérito. Caso seja constatada a falsidade ideológica em documento particular, as penas podem variar de um a três anos de prisão e multa.
Então, é isso! A novela no São Paulo promete ainda algumas reviravoltas. Fiquem ligados para mais informações!
Fonte: uol.com.br