Tensão no São Paulo: Conselheiros Pedem Afastamento de Harry Massis Júnior
Uma reviravolta está acontecendo no São Paulo! Neste sábado (25), um grupo de oito conselheiros decidiu protocolar uma representação formal pedindo o afastamento liminar do presidente Harry Massis Júnior. Além disso, eles querem que seja aberto um processo que pode levar à sua expulsão do clube.
O Que Está Acontecendo?
Os conselheiros, que incluem nomes como Artur Eliseu da Silva, Carlos Henrique Sadi, Edson Francisco Lapolla, e outros, alegam que Massis está praticando uma gestão temerária, com várias violações ao Estatuto Social e à legislação esportiva. O documento que protocolaram pede uma investigação a fundo sobre essas questões.
Por Dentro dos Detalhes
Na petição, os conselheiros se basearam nos seguintes pontos:
- Artigos relevantes: eles se apoiam nos artigos 34 e 36 do Estatuto Social do São Paulo, no artigo 10 do Regimento Interno, e em dispositivos da Lei Geral do Esporte e da Lei do Profut.
- Provas robustas: Segundo os conselheiros, existe um “robusto conjunto probatório” que justifica o afastamento cautelar do presidente enquanto as investigações rolam.
Um dos chamados à atenção é a punição imposta pela FIFA, que bloqueou transferências para o São Paulo devido a uma dívida relacionada à contratação do volante Marcos Antonio. Para os conselheiros, essa situação mostra um “grave descontrole administrativo”. Eles também acreditam que isso pode afetar o planejamento esportivo e a credibilidade do clube.
Salários em Atraso e Dificuldades Financeiras
Outro ponto levantado são os atrasos salariais admitidos pelo diretor executivo de futebol, Rafinha. Os conselheiros mencionam que isso evidencia um problema sério na gestão do São Paulo.
Além disso, um áudio que vazou do Harry Massis, onde ele admite que o clube não tinha grana para trocar de técnico antes de uma partida decisiva, também foi um dos motivos para a representação. Isso contradiz decisões posteriores da diretoria, como a demissão de Hernán Crespo e a contratação de Dorival Júnior.
Questões Legais e Governança
Os conselheiros também argumentam que Massis não pode alegar desconhecimento sobre a situação financeira do clube, já que ele foi vice-presidente durante a gestão de Julio Casares. Como parte do Conselho de Administração, ele tinha conhecimento e deveria agir.
Outro ponto que eles levantam é que Massis permaneceu por mais de 90 dias na presidência sem cumprir a obrigação de nomear três conselheiros independentes, como exige o Estatuto Social.
O Que Virá a Seguir?
A representação ainda critica o pedido do São Paulo para arquivar a investigação do Ministério Público sobre a gestão temerária, afirmando que isso é incompatível com o discurso de transparência do clube.
Por fim, os conselheiros afirmam que tudo isso aponta para indícios claros de gestão temerária e abuso de poder, o que representa um risco à continuidade financeira e administrativa do São Paulo. Eles solicitam, portanto, o afastamento imediato de Harry Massis Júnior e a aplicação da penalidade máxima de eliminação do quadro associativo, além de comunicar os fatos aos órgãos competentes caso se identifiquem ilícitos.
Essa situação ainda vai dar muito o que falar! Vamos acompanhar as próximas movimentações do São Paulo e das partes envolvidas nessa questão.
Fonte: uol.com.br