·Fernando del Cantão·Impedimento Semiautomático no Brasileirão: O Que Mudou?
A estreia do impedimento semiautomático no Brasileirão trouxe novas dinâmicas e bastante curiosidade entre os torcedores. Vamos dar uma olhada nas principais mudanças em comparação com o que foi adotado pela FIFA na Copa do Mundo.
Ajustes na Análise do Passe
Uma das primeiras medidas que a CBF tomou foi decidir que vai exibir o momento do passe. Em vez de mostrar apenas as linhas e os jogadores na animação 3D que indica se a jogada estava certa ou não, como acontece na Premier League, a ideia é deixar tudo mais transparente para a torcida.
Esse novo recurso ainda está sendo ajustado tecnicamente com a Genius Sports, que fornece a tecnologia para a liga brasileira. Isso porque a ausência do momento do passe é uma das principais diferenças visuais em relação ao sistema da FIFA, que utiliza sua parceira, a Hawk-Eye.
Por Que a Genius Sports?
A Genius chegou a ser escolhida pela CBF para fornecer a tecnologia do VAR no Brasileirão, mas algumas questões contratuais fizeram com que a entidade optasse pela empresa. Apesar de terem consultado a Hawk-Eye, as diferenças na parceria acabaram levando a essa mudança.
Câmeras e Representações
Você deve ter notado que o ângulo da câmera nas jogadas também é diferente. Enquanto a FIFA usa uma tomada lateral para mostrar onde os jogadores estão posicionados, a CBF faz de um jeito distinto.
Ambos os sistemas, no entanto, têm algo em comum: uma parede branca que destaca se alguma parte do corpo do jogador ficou impedido. Isso foi visto em gols anulados, como os do Flamengo e Bahia, onde um pedacinho do pé dos atacantes ficou em evidência.
Velocidade na Decisão
Um dos pontos positivos desse sistema é a rapidez na tomada de decisão. Na primeira rodada, a CBF contabilizou que a análise das jogadas variou entre 33 e 64 segundos. Isso é super importante, já que, como disse Guilherme Buso, diretor da Genius Sports para a América Latina, é crucial garantir a precisão em questão de segundos.
Mas, ao adicionar o corte em 3D do momento do passe, a conclusão da checagem pode aumentar o tempo de uma jogada. Apesar da CBF querer mostrar o momento exato do passe, essa mudança realmente modifica a forma como as análises são feitas em comparação com a FIFA.
Tecnologias em Jogo
O sistema da CBF não conta com chips na bola, ao contrário do que a FIFA faz. Eles utilizam 28 câmeras para captar tudo, garantindo que a imagem dos jogadores se mantenha nítida e que o momento em que a bola sai do pé é preciso. O Buso explica que, com essa abordagem, é fácil determinar se houve impedimento ou não: “Se você identifica o momento que a bola sai do pé do jogador, você sabe se ele está impedido”.
A CBF deixou claro que o termo "semiautomático" só se refere à etapa de validação. A equipe de VAR não precisa recalcular ou redesenhar linhas — eles apenas conferem se a tecnologia fez a leitura correta.
Se surgir alguma situação mais complicada, como jogadas que exigem uma interpretação mais sutil, o VAR pode revisar a imagem para garantir que tudo esteja correto. Mas, segundo a CBF, nada disso aconteceu na 20ª rodada do torneio.
E aí, torcedor, o que achou das novidades? O impedimento semiautomático promete trazer mais clareza e agilidade, mas isso só o tempo dirá!