A Polêmica Renovações no Timão: O Caso Memphis Depay
A situação no Corinthians está, no mínimo, complicada para o presidente Osmar Stabile, especialmente após a renovação do atacante Memphis Depay. O colunista Gabriel Sá, do De Primeira, do Canal UOL, analisou essa confusão e apontou os principais problemas da gestão atual. Vamos conferir!
Uma Novela Sem Fim
Depois de uma série de idas e vindas, o clube conseguiu garantir a permanência de Depay até julho de 2028. Mas, segundo Sá, esse processo evidenciou uma grande fragilidade por parte da diretoria. O presidente, que até se sentiu ameaçado durante as negociações, viu sua autoridade se desgastar ainda mais.
“A forma que foi desenhada fica até pior para ele do que se o Memphis tivesse ido embora antes. Em termos de gestão e profissionalismo, o que ele fez é uma piada”, disparou Gabriel Sá. Pra ele, todo esse drama só mostra a falta de convicção da diretoria. Aparentemente, Stabile oscila entre tomar decisões firmes ou ceder à pressão, e isso é um problema.
Um Apelo Popular e Voto de Minerva
Sá também ressaltou que a permanência de Depay aconteceu muito por conta da pressão da torcida. “Você faz o que o seu torcedor grita para você fazer; você não tem um pulso firme”, observou o colunista. A pressão dos apoiadores é tão intensa que, quando a torcida se manifesta, eles mudam de opinião, e o presidente acaba tendo que acompanhá-los nessa dança. É um verdadeiro "show de horror", segundo Sá.
Um Problema Que Só Se Adia
Eudes Junior, comentarista esportivo, acrescentou que essa renovação não resolve o principal problema: a enorme dívida que o jogador ainda tem com o clube, que soma R$ 42 milhões e pode chegar a R$ 77 milhões com juros. No novo acordo, Memphis aceitou fixar o valor que vai receber, abrindo mão de algumas cláusulas. Porém, isso apenas adianta a dívida, e a fatura pode chegar em até dois anos. “Quando essa conta chegar, todos esses sócios deverão se apresentar para prestar contas”, alertou Eudes.
A Responsabilidade é do Presidente
Paulo Vinícius Coelho (PVC) fez um alerta sobre as obrigações que Stabile assumiu ao renovar o contrato. Com a bênção do Conselho de Orientação (CORI), ele já não é mais o único responsável pelo risco desse novo acordo, mas não pode esquecer que as dívidas anteriores também devem ser pagas. “Tem que pagar em dia”, enfatizou PVC.
E aí, o que você acha dessa situação toda? Será que o Corinthians vai conseguir lidar com essa renovação e as dívidas?
Fiquemos de olho!
Fonte: uol.com.br