O Futuro dos Patrocínios no Futebol Brasileiro
Recentemente, um estudo bem interessante do Ibope chamado "Por que - ainda - não aqui?" trouxe algumas informações quentes sobre o crescimento dos patrocínios no futebol brasileiro. E, convenhamos, o setor automotivo tá bombando! Enquanto as apostas, as famosas bets, foram por água abaixo, os carros elétricos da China estão chegando com tudo.
Mudança no Cenário dos Patrocínios
Em 2024, apenas uma empresa do setor automotivo estava presente no futebol. Agora, em 2026, já são dez contratos ativos. O principal motor dessa virada? O aumento dos investimentos em marketing das montadoras de veículos elétricos. Olha só a lista das empresas chinesas que estão no jogo:
- BYD: Bahia e Corinthians
- Leapmotor: Palmeiras
- GAC: Flamengo
- GWM: Chapecoense
De acordo com o Danilo Amâncio, coordenador de marketing do Ibope, “muitos players tradicionais estão reorganizando seus investimentos devido a essa nova onda de montadoras e a mudança do setor para híbridos e elétricos.” Sem dúvidas, as novatas estão fazendo barulho e patrocinando os clubes para ter uma presença marcante no mercado brasileiro.
Futebol: Uma Vitrine Poderosa
Eduardo Corch, consultor de marketing e professor do Insper, traz um ponto importante: “No Brasil, falamos de futebol o tempo todo. Se uma marca quer aumentar sua visibilidade, o futebol é a estratégia ideal.” E ele tem razão!
Uma das principais descobertas do estudo é que o panorama dos patrocínios no futebol brasileiro está passando por uma reestruturação, especialmente depois da queda das casas de apostas antes do veto do governo federal. Enquanto em outros países da América Latina as bets ganham força (com um aumento de 22% nos contratos), por aqui, elas diminuíram em 18%, indo de 17 para 14 acordos.
“Esse período de redução coincide com a regulamentação do mercado, onde marcas que costumavam patrocinar clubes decidiram sair de cena no Brasil. É um ajuste natural, pois o mercado ainda está se estabelecendo,” explica Amâncio.
Relação de Setores em Ascensão
Novos setores estão ocupando o espaço deixado pelas apostas, e o Brasil tá finalmente se alinhando com a tendência da América Latina. Hoje, seis setores têm mais de dez contratos:
- Financeiro: 29 contratos
- Alimentação: 16 contratos
- Apostas: 14 contratos
- Imobiliário: 11 contratos
- Automotivo: 10 contratos
- Saúde: 10 contratos
O setor financeiro continua sendo o grande campeão! Um aumento de 45% em relação a 2024 consolidou sua liderança, com 29 contratos em 2026, o maior número da história.
Um executivo de marketing de um clube grande da Série A mencionou que “se for aprovado o veto às bets, o setor financeiro pode surgir como forte candidato a patrocínios master, mesmo que com valores menores.”
Desafios e Oportunidades
Desde a primeira edição do estudo em 2018, foi possível notar um leque enorme de empresas globais patrocinando o futebol na América Latina, mas não no Brasil. Aqui estão alguns exemplos de marcas que estão fora da nossa liga:
- BBVA (financeiro)
- KFC (alimentação)
- Coca-Cola (bebidas)
- Hyundai (automotivo)
As duas primeiras edições do estudo trouxeram algumas razões do porquê isso acontece, como:
- Falta de profissionalismo e arrogância nos gestões esportivas.
- Crise de credibilidade no esporte.
- Dívidas estratosféricas.
- Infraestrutura precária.
José Colagrossi, economista e autor das edições anteriores, também levanta um ponto novo para atrair patrocinadores: “É um problema de produto. 'O que o meu futebol pode gerar para o seu negócio?' Uma camisa pode te dar visibilidade, mas uma plataforma pode oferecer dados, experiências e muito mais. Precisamos mudar essa mentalidade, e o fim das bets torna a discussão ainda mais urgente.”
Conclusão
Desde 2018, o estudo "Por que não aqui?" tem explorado as marcas que patrocinam o futebol na América Latina e não em nosso Brasil. A edição de 2026 analisou 66 clubes significativos de dez países e fez comparações com os 20 times do nosso campeonato.
Em suma, a transformação tá a caminho, e o futebol brasileiro deve se adaptar a essa nova realidade. Vamos ficar de olho nessa evolução e torcer por novos patrocínios que ajudem nossos clubes a crescer!
Fonte: uol.com.br