O Jogo das Apostas em Campo: Brasil e as Competitivas Américas
Nesta semana, os jogos de competições continentais em solo brasileiro geraram bastante discussão, especialmente quando se trata de patrocínios e apostas. Vamos dar uma olhada no que rolou!
Um Contraste nos Uniformes
Enquanto o Boca Juniors estava pra lá de chique exibindo o seu patrocinador máster — uma casa de apostas —, o Palmeiras e o Fluminense precisaram seguir as regras do jogo aqui no Brasil: nada de bets nas camisas.
No embate brasileiro, os dois times se enfrentaram no Nubank Parque e trouxeram marcas alternativas para suas camisas, com aplicativos de estatísticas e resultados de futebol. É curioso como esses parceiros estão ligados ao mundo das apostas, mas resolveram mudar um pouco a abordagem para continuar a visibilidade nas camisas. Afinal, tanto o Palmeiras quanto o Flu mantêm os contratos anteriores à Medida Provisória (MP) que baniu as bets.
Nomes Criativos nas Camisas
Nas camisas dos semifinalistas da Libertadores, até apareceram nomes que lembram as casas de apostas! No lugar delas, surgiram Sportingblog e Superscore. Segundo Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, “se o site de estatísticas preserva o nome e a identidade visual associados à casa de apostas, o potencial de reconhecimento da marca continua presente.” Isso significa que, mesmo sem uma oferta direta de apostas, os clubes podem manter uma conexão bacana com os torcedores. Mas, claro, tudo depende de segurança jurídica pra que essa estratégia funcione a longo prazo.
O Boca Juniors e as Regras Brasileiras
Enquanto isso, do outro lado, o Boca Juniors encarou o Vasco no Maracanã pela Sul-Americana e estampou com orgulho o nome Betsson no seu uniforme. Aqui no Brasil, porém, a marca respeita as novas normas do governo. Quando o usuário tenta acessar o site da Betsson, se depara com a mensagem:
"Em cumprimento à nova regulamentação (MP 1394/2026), a Betsson está temporariamente indisponível no Brasil."
Nos bastidores, as associações que representam as casas de apostas têm um entendimento diferente. A MP não se pronuncia sobre clubes estrangeiros que jogam aqui e que têm contratos em vigor.
Segundo Carlos Lima, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), “o IBJR não pode avaliar ações realizadas por empresas individualmente," especialmente quando incluem clubes estrangeiros e contratos já estabelecidos lá fora.
As Consequências do Patrocínio em Solo Brasileiro
Quem tem contrato no exterior e vem pro Brasil pode acreditar que as regras federais não valem pra eles. E, do ponto de vista publicitário, isso poderia significar que a propaganda do Boca não teria efeito aqui, já que a Betsson não opera no Brasil.
Mas nem todos pensam assim. Eduardo Carlezzo, um advogado especialista em direito desportivo, argumenta que “o que importa juridicamente é que a marca foi exibida em território brasileiro e vista pelo público brasileiro.” Para ele, essa exposição pode ser considerada publicidade abusiva, podendo levar a multas administrativas.
Pedro Lopes, advogado e sócio-fundador do escritório PPLlaw, também alerta que “a vedação se aplica a todos os clubes que venham disputar partidas no território nacional.” Isso mostra que, se o Boca não esconder o patrocínio nas próximas partidas, pode acabar sofrendo sanções, até mesmo sendo impedido de jogar aqui.
E o Futuro?
A Conmebol já se mexeu e retirou as bets das publicidades estáticas nos estádios brasileiros, mas continua divulgando os patrocinadores na gringa.
No fim das contas, o Boca venceu no Maracanã, com bet e tudo. Mas será que essa situação vai mudar? O futuro dos patrocínios de apostas no Brasil ainda é uma grande incógnita! Fiquem ligados nas atualizações por aqui.
Fonte: uol.com.br