Justiça de São Paulo diz 'não' a prisão de vice do Corinthians
A Justiça de São Paulo acabou de dar um não para o pedido do Ministério Público que queria prender preventivamente Armando Mendonça, o vice-presidente do Corinthians. A juíza Amanda Eiko Sato, que atua na 25ª Vara Criminal da Barra Funda, também mandou para escanteio as outras restrições solicitadas contra o dirigente.
Contexto da decisão
Esse pedido foi levantado pelo promotor Cássio Roberto Conserino logo após a saída de Marcelo Munhoes, que era diretor de Tecnologia da Informação do clube. O Ministério Público alegou que essa demissão, ocorrendo às vésperas de uma audiência, poderia intimidar testemunhas e prejudicar os depoimentos durante o processo.
Entre as solicitações da Promotoria, estavam:
- Prisão preventiva de Armando
- Afastamento dele do cargo no Corinthians
- Proibição de entrar nas dependências do clube
- Proibição de contato com outros dirigentes e testemunhas
Mas a juíza decidiu por negar todas essas solicitações.
Por que a juíza negou?
Amanda Eiko Sato argumentou que não existiam provas concretas e recentes que justificassem a prisão de Armando. Ela também comentou que as outras restrições não eram necessárias com base nas informações apresentadas.
De acordo com a decisão, a demissão de Munhoes foi uma escolha da Presidência do Corinthians, e não há indícios de que Armando tenha influenciado ou pedido essa saída. A juíza ainda destacou que não havia registros de que ele tivesse feito pressão ou interferido no depoimento de Munhoes. Para ela, o fato de a demissão ter acontecido perto da audiência não é suficiente para ser considerado uma tentativa de interferência no processo.
Argumentos do Ministério Público e defesa de Armando
O Ministério Público defendeu que a saída do diretor poderia criar um clima de intimidação para os demais funcionários que seriam chamados a depor. Eles argumentaram que esses funcionários poderiam ver a demissão como uma punição por opinarem de forma contrária aos interesses da diretoria corintiana.
A defesa de Armando, por sua vez, negou qualquer envolvimento do dirigente na demissão e acusou o Ministério Público de usar essa disputa política interna para insistir em restrições que já tinham sido negadas anteriormente pela Justiça.
E mais: a decisão sobre o promotor Cássio Conserino
Na mesma decisão, a juíza também negou um pedido da defesa para afastar Conserino do caso. Os advogados de Armando citaram diversas situações, como:
- Nota oficial do Corinthians
- O pedido de prisão
- Contato do promotor com uma testemunha
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Amanda Eiko Sato concluiu que esses elementos não demonstram interesse pessoal do promotor no resultado da ação, nem inimizade fora do processo. Ela ainda lembrou que é função do Ministério Público solicitar medidas restritivas, e a decisão sobre sua necessidade cabe à Justiça.
Na verdade, essa não é a primeira vez que a juíza mantém Conserino no caso. Em agosto, ela já havia decidido isso por considerar que a defesa não trouxe provas suficientes para justificar o afastamento do promotor.
Vale lembrar que Armando é réu em um processo que investiga supostas irregularidades em materiais esportivos fornecidos pela Nike ao Corinthians. A próxima audiência está marcada para o dia 10 de novembro.
Fonte: uol.com.br