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As Aventuras do Corinthians nos Anos 80: Uma Excursão Inesquecível!

Ah, o futebol dos anos 80... Era outro mundo! O calendário era bem diferente do que temos hoje em dia. Naquela época, não existiam nem a Copa do Brasil, nem a Copa Sul-Americana! A Libertadores era disputada apenas pelos campeões e vice-campeões do Campeonato Brasileiro. Isso significava que os times tinham muito mais tempo livre. E você sabia que as equipes costumavam fazer excursões? Pois é! Em 1982, o Corinthians resolveu se aventurar pelos Estados Unidos e Caribe.

Meu Primeiro Voo para Fora do País

Essa foi a minha primeira experiência internacional, e eu sonhava em conhecer a Disneylândia, em Anaheim, na Califórnia. Nossos compromissos por lá incluíam um jogo no Coliseum, em Los Angeles, contra o Atlante do México, outra partida em Trinidad e Tobago, e, por último, um desafio em Curaçao. A excursão durou cerca de 12 dias!

Ao chegarmos em Los Angeles, já foi uma maravilha! Ficamos em um hotel de frente para o Forum, que era o lugar onde meu time, o Los Angeles Lakers, jogava. Eu era fã do Magic Johnson e do Kareem Abdul-Jabbar.

Dois dias depois, era hora de enfrentar o Atlante. O técnico Mário Travaglini deu um dia livre, mas com um lembrete: todos deveriam estar no hotel às 17h para o jogo.

A Grande Atração: A Disneylândia!

Nesse dia de folga, o zagueiro Gomes, o volante Paulinho, o meia Luis Fernando, Biro-Biro e eu decidimos que era hora de visitar a Disneylândia. Eu sempre fui apaixonado pela Disney! Cresci vendo todos os filmes com minha mãe, como "Bambi", "Os Aristogatas" e "Branca de Neve", além do Clube do Mickey na TV. Era um sonho realizado — e ainda melhor, na companhia dos amigos!

Com um lindo dia ensolarado, nos divertimos muito! Mas, claro, acabamos nos distraindo e quase perdemos a hora do jogo. Chegamos com sacolas de compras 30 minutos antes da partida, e alguns jogadores ainda não tinham chegado.

No fim das contas, jogamos e vencemos por 3 a 2, com dois gols meus e um do Magrão. O Lato, do Atlante, marcou os dois para o time deles.

A Surpresa em Trinidad e Tobago

De Los Angeles, seguimos para Trinidad! Imaginem: eu nunca tinha ideia de como era a ilha, e na época não tinha celulares ou internet para me guiar. A única referência de lugares era um bom documentário na TV.

Trinidad era incrível! Me lembrou um pouco a Jamaica, com toda sua energia caribenha e o som envolvente do reggae. Nesse jogo, vencemos de 8 a 2! E vou contar uma história divertida sobre essa partida.

O goleiro Sollitinho, meu amigo de infância, entrou no lugar do Sollito. Durante o jogo, quando estávamos com uma vantagem de 5 a 0, eu brinquei com ele: “Se você tomar um gol de cabeça do Bob Marley, é o fim!” E não é que isso realmente aconteceu? Assim que ele sofreu o gol, comecei a provocar!

O time todo caiu na risada, enquanto o Sollitinho, nervoso, dizia que ia me “quebrar”. Foi hilário e, claro, terminamos rindo e celebrando com algumas cervejas na piscina depois do jogo, enquanto o Zenon cantava Roberto Carlos e eu e o Sollitinho pedíamos um Iron Maiden.

Curaçao e a Volta para Casa

Depois de Trinidad, paramos em Curaçao, que ainda era uma ilha desconhecida, sem o turismo do qual conhecemos hoje. Ficamos num resort maravilhoso à beira-mar. Como a excursão estava chegando ao fim, acabou em um empate de 0 a 0 com a seleção local. No dia seguinte, voltamos para o Brasil.

Passamos por Miami, onde tivemos que ficar no aeroporto até nosso voo. Eu e o Magrão decidimos curtir um bar lá e passar o tempo com cervejas e petiscos. Chegamos ao Brasil numa segunda e, logo na quarta, jogamos contra a Portuguesa no Morumbi, empatando 0 a 0. E o Magrão ainda se machucou! No domingo seguinte, enfrentamos o São Paulo em uma baita decisão do primeiro turno. Mas essa história eu conto depois!

E quem diria que uma simples excursão se tornaria uma memória tão divertida e repleta de histórias? O futebol, além de ser um jogo, é também feito de momentos inesquecíveis!

Fonte: uol.com.br

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