A Odisseia da Bola de Memphis Depay
Uma história inusitada
Na manhã desta sexta-feira, uma bola que até então havia carregado o peso de um pênalti perdido por Memphis Depay foi encontrada em São Paulo. A coitada estava toda confusa, tentando entender o que havia acontecido com sua vida. Em um momento, ela até pensou que tinha sido catapultada em direção à suíte de um chique hotel onde o jogador estava hospedado antes de perder seu auxílio-moradia de forma dramática.
Um destino triste
Depois de uma busca intensa pela cidade, a verdade foi revelada: a bola estava amontada em uma melancólica sarjeta na zona leste. Com alguns hematomas e bem assustada, ela refletiu sobre como a vida pode ser cruel. Uma hora, estava brilhando nos holofotes do estádio de Itaquera, e na outra, esquecida no meio da tristeza de uma eliminação do Corinthians na Libertadores.
Memórias de um momento tenso
Enquanto recebia os primeiros socorros, a bola tentava lembrar do terrível momento em que foi chutada. "Ele parecia nervoso", comentou. "Estava jogando fora de posição e dava para sentir sua frustração. Quando percebi que ele ia chutar de perto, tive um mau pressentimento. E não é que acertei? Fui despejada sem nem ter a chance de me despedir dos torcedores."
- Mesmo com todos os maus tratos, a bola decidiu não registrar uma queixa. Ela acredita que os jogadores não fizeram por mal, apenas foram incompetentes mais uma vez. "Um time covarde", disparou.
- E não parou por aí: a bola confessou que sente falta de Yuri Alberto, e que Pedro Raul não é seu tipo. "O Garro? Não lembro de tê-lo visto", afirmou, aliviada com o diagnóstico dos médicos que descartaram amnésia. E sobre o Memphis? "Sem ressentimentos", garantiu.
Reflexões pessoais
"Não sei, no ano passado ele me tratava muito melhor. Agora ele está diferente, um pouco mais gordinho, e, eu confesso, isso até acho sexy. Mas quando eu estava na calçada, não acreditei que ele ia chutar - esse time simplesmente não chuta para o gol! Não precisava ter me mandado tão longe!", desabafou a bola. "O Memphis só ficou porque a torcida o pressionou, né? Ouvi até que ameaçaram o presidente!"
E naquele momento, ela pareceu perceber que havia falado demais. "Deixa o Memphis brincar de artista no Parque São Jorge. A democracia corintiana já era", finalizou, fazendo um esforço para manter o emprego para o jogo contra o Fluminense no domingo. "Todo mundo vai estar em Itaquera em busca da vitória, mas não se surpreendam se o Diniz, em algum momento, sentir uma bolada na cara..."
Expectativas finais
Com tantas reviravoltas, quem sabe o que ainda pode acontecer? Rômulo Mendonça traz essas reflexões inusitadas nas sextas-feiras, sempre inspiradas em notícias da UOL. Afinal, tudo pode acontecer, não é mesmo?
Fonte: esporte.uol.com.br